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domingo, 25 de dezembro de 2022

Ainda aqui... e um Feliz Natal para todos... e em 2023 oque acontece?

 Boa tarde a todos,

E aqui quem vos fala é o Daniel... precisamente no dia do Natal, quase 4 horas da tarde... bom, vim deixar alguns recados e comentários.

Graças a Deus ainda estamos aqui... trabalhando, fazendo as coisas e ainda de férias da "obrigação" de postar scans... A Gibiteca continua no ar, apesar de que alguns links devem ter expirado e até o momento, não tive ânimo / paciência / vontade / tempo / saco de recoloca-los (podem escolher uma ou várias das opções possíveis).

Mas seguimos... continuo escrevendo meus contos, só não publico, passei o ano todo em um projeto inacreditável de quadrinhos, mas que não divulguei nem um A para quase ninguém, pois é algo extremamente pessoal...

E o que acontece em 2023? Não sei ainda, mas vamos as opções possíveis:

- Um dia qualquer, talvez retome o lançamento de scans, sem periodicidade garantida ou obrigação de nada...

- O Almir talvez apareça de novo e poste novos scans e talvez arrume alguns links expirados...

- Meu projeto de quadrinhos talvez seja divulgado, talvez impresso ou talvez publicado aqui... vai saber...

- Talvez eu lance meus novos contos, que escrevo mais para mim mesmo, mas que talvez eu jogue aqui... são eles:


    * Professora Mari 

       Simone é uma mãe solteira que descobre que a desconhecida com quem saiu recentemente, na verdade é a nova professora de sua pequena filha.

    * Meu Querido Casal  

       Após "Minha Gatinha Lucy" e "Minha Linda Baterista", a continuação da História de Luciana & Cristina, deste vez, pela ótica da Linda Baterista Shirley.

    * Corporação Gaia

       2 Anos após o "Mancha Neural", o retorno de Natasha e a conclusão de Nova Patópolis... que eu não lancei ainda simplesmente porque estava pronto e um pouco antes veio a pandemia de Covid... leiam o trecho abaixo e descubram porque evitei lança-lo...


Enfim, no final, um trecho de cada um deles... todos quase prontos, mas ainda com detalhes a concluir...


De resto, oque vim fazer aqui? 


Desejar um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo para todos vocês que me acompanharam por tantos anos


Sei que andei sumido, mas são voltas que a vida dá...

Quem sabe em breve retorno com mais novidades... por hora fiquem com alguns trechos das histórias que saem da minha cabeça (rs)

Abs a todos e tudo de bom!!!

Daniel

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Meu Querido Casal

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Neste momento a Lu travou, parecia que nem respirava, certamente por nunca imaginar ouvir eu falar isso. Seus lindos olhos estavam vazios e perdidos, juntamente com o rosto encharcado de lágrimas. E por demorados e tensos segundos, meu amor me encarava sem saber o que dizer. E eu... eu sabia que devia manter essa baita mentira para o bem da pessoa por quem eu faria qualquer coisa.

Mas se parar pra pensar, tudo que está acontecendo hoje é simplesmente o clímax da minha história com a Lu e a Cris, o casal mais lindo e fofo que já conheci. Depois da turnê no ano passado, ficamos tão próximas que eu sempre me refiro a elas como "meu querido casal".

E tudo transcorria na mais completa paz e normalidade (na realidade o que nós três malucas, consideramos como normal), pelo menos até sábado passado... mais precisamente, até a hora do jantar no sábado passado, dia 17 de Dezembro.

Afinal, como eu poderia prever que um simples e tranquilo jantar teria o poder de transformar nossas vidas no inferno que foi esta última semana? Bem no finalzinho deste ciclo, apesar de tudo que conquistamos nestes últimos dois anos, no tempo de um simples jantar, nós três, simplesmente três idiotas complicadas, conseguimos a proeza de destruir tudo que foi construído durante quase uma década.

Mas talvez eu mereça... uma semana de inferno e agora o ódio da pessoa que eu mais amo... mas não importa, se eu conseguir resolver isso para o meu querido casal, teria realizado minha missão, e depois poderei ir embora da vida delas para sempre... de coração machucado, mas de alma leve e consciência limpa.


...

Professora Mari


- Tá bom - concordei e me ajoelhei para cumprir seu pedido. No fundo, gostava de fazer as coisas por ela, mas tentava equilibrar com alguns incentivos pela sua independência. E foi nessa posição, olhando para baixo para amarrar seu tênis, que ouvi:

- Boa tarde, mãe... prazer em conhecer vocês.

Essa voz... eu travei e não consegui terminar o nó... não podia ser... Meu coração acelerou e ainda ajoelhada, virei minha cabeça levemente a direita para olhar pra cima.

- Qual o seu nome meu amor? - ouvi na sequência, já olhando pra ela, sem acreditar.

- Evelyn, Professora... mas a Mamãe e minhas amigas me chamam de Eve.

- Então eu quero ser sua amiga e te chamar de Eve. Quer ser minha amiga, Eve?

- Quero! Mamãe, ainda não deu o nó no meu tênis? - disse minha filha, praticamente me tirando do transe. Levantei rapidamente e tentei me recompor.

- Bo-boa tarde... meu nome é Simone, mãe da Evelyn... eu entrei para... conhecer a professora do primeiro ano.

- Sou eu mesma, professora Mari. É um prazer lhe conhecer, Simone.

- I-igualmente.


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Corporação Gaia


- Com o passar dos séculos, este grupo cresceu muito, sendo sempre formado por cientistas preocupados com o meio ambiente. E nos locais de reunião, as mais brilhantes mentes de cada época, que sempre estavam a frente do conhecimento científico vigente. Na realidade eles só forneciam conhecimento para o próprio grupo ou para quem pudesse pagar muito por ele.

- Sei...

- Agora vamos avançar um pouco... com mais de trezentos anos de pesquisas após o primeiro deles ter tido contato com Gaia, eles aprenderam a isolar culturas de bactérias e fungos. E foi após isso que a Irmandade decidiu fazer seu primeiro grande ataque, aquele que deveria limpar a Europa, o epicentro da imundície.

- E como foi o "ataque"?

- Eles já tinham isolado com sucesso o fungo "Penicillium notatum", mas a grande chance foi quando isolaram a bactéria "Yersinia Pestis".

- Fala sério! - disse Mickey sentindo um arrepio.

- Sim... os membros da irmandade se inocularam com Penicilina, garantindo a vida deles, para depois contaminarem centenas de ratos com esta bactéria. E entre 1346 e 1353, mais da metade da população da Europa, Ásia e África morreram, cerca de duzentos milhões de vítimas, pereceu com a Peste.

- Você está dizendo que a Peste Negra foi um ataque biológico e que eles já tinham antibióticos, e que poderiam ter curado as pessoas? - questionou Mickey com incredulidade.

- Exato.

Minnie teve uma sensação muito ruim ao ouvir tudo isso, mas preferiu ficar quieta.

Mickey se levantou e andou nervosamente de um lado para o outro. Claro que a história era ridícula, mas só de imaginar por um segundo que podia ser verdade, seu convidado estaria falando do maior genocídio da história.

- Isso está passando e muito de ser uma história razoável - disse Mickey se sentando novamente - Mas... continue.

- Tudo bem, outro detalhe extremamente importante da época deste ataque foi como os próprios membros reagiram a matança que estava ocorrendo... como você pode imaginar em qualquer grupo, sempre existem os mais radicais e os mais moderados... a matança em massa não era uma unanimidade, mas os radicais tiveram mais força e o fizeram.

- E?

- O grupo mais radical gerou uma dissidência dentro da Irmandade, e suas ações só foram aceitas pelo medo de que se fundassem outro grupo, poderiam de tornar bem mais perigosos... de qualquer forma, os próprios radicais começaram a se reunir sozinhos e decidir por ações isoladas. A maior de todas, foi ao perceberam que as mortes pela Peste não ocorriam na velocidade necessária para expurgar a Europa.

- E?

- Diversos membros da Irmandade passaram a se vestir com as roupas dos médicos da época, aquela negra com máscara de couro e bico de ave. Sabe do que falo?

- Claro...

- E disfarçados de médicos, eles visitavam os doentes terminais para tirar amostras das pústulas, praticamente culturas de bactérias... e as usavam para criar "remédios" que deviam ser jogados nos poços ou esfregados em ferimentos de pessoas não contaminadas...

- Meu... Deus - sussurrou Minnie, apesar do silêncio de Mickey.

- O que foi? Você acha isto tão absurdo assim? E o que dizer dos "pioneiros" americanos que distribuíam cobertores para os índios? Dos doentes de varíola...

- Não... não é absurdo... não tanto quanto a história inteira - retrucou ele.

- Pense como quiser, mas saiba que este grupo radical se nomeava "Os Arautos da Morte Negra" e para se identificarem entre si, todos usavam uma bengala de madeira maciça com uma empunhadura de prata, com o formato de uma cabeça de corvo.


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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Escrevendo Corporação Gaia VII - Um diálogo para refletir...

Prezados,

Corporação Gaia continua e após vários acréscimos, serão 42 capítulos (Mancha Neural teve 19)... Mas já que é o fim, ele merece acabar com estilo, não? Sem pontas soltas e com um ponto final para Mickey, Minnie e Natasha...




O diálogo abaixo forçou a existência de um flashback um tanto triste da Natasha, mas acredito que foi totalmente... humano

...

– Não... eu quero dizer... que – se enrolou Natasha, percebendo que o assunto não tinha sido bem escolhido – Não podemos condenar quem não tem intenção ou desejo de matar... se for assim, todo policial ou soldado é apenas um assassino.

– Seu pensamento é muito superficial, Natasha... deixa pra lá...

– Superficial? – perguntou ela, ofendida – O que você pode saber sobre isso?

– Os soldados nazistas usaram o argumento de que "estavam apenas seguindo ordens" e isso não os torna menos assassinos... você confiaria em ficar ao lado de um desses assassinos? – perguntou ele com convicção.

Natasha respirou fundo e se encostou em sua poltrona ao mesmo tempo em que suspirava... logo em seguida acenou para a aeromoça e pediu um café forte e sem açúcar, que chegou rapidamente e foi prontamente engolido. O silêncio dela após a frase de Mickey durou um bom tempo, até que ele perguntou:

– O que houve? Eu te ofendi de alguma forma? Se sim, eu nem notei, desculpe...

– Não... é só que... as vezes eu me esqueço do tamanho do abismo que nos separa, digo, que separa nossos valores... mas tudo bem, a culpa é minha por tocar em um assunto delicado...

– Eu não entendi, Natasha... sinceramente, não entendi o que você falou agora...

– Bom, vou te contar uma história... quem sabe, ao final dela, você entenda qual é o abismo e qual o tamanho dele – respondeu ela, se virando para ele.

– Sou todo ouvidos...

– Imagine que havia uma mulher, que queria muito, na realidade, que precisava entrar na KGB... e ela se alistou em um treinamento intensivo de um ano, sofrendo todas as humilhações e agruras possíveis que uma mulher pode sofrer em um exército majoritariamente formado por homens.

– Entendi...

– Apesar dos problemas e humilhações, ela continuou... dormiu em pântanos, comeu ratos, apanhou por qualquer descuido na vestimenta, foi jogada em lagos congelados de uniforme, só para ter que tirar a roupa na frente de todos para secar na fogueira, foi assediada, teve que conquistar sua posição batendo pouco e apanhando muito... mas essa mulher, continuou, pois só importava chegar no final.

– Até que após um ano, ela estava quase se formando nesta turma, a apenas um passo de entrar na KGB, bastando para isso, completar uma última missão, a que eles chamavam de "missão de batismo". E lá foi a mulher com seu superior direto, para receber sua última missão, como um bom soldado. Entendido até aqui? – perguntou ela, olhando direto nos olhos dele.

– Sim... até aqui, foi uma história interessante... mas o que significa?

– Você vai entender... quando chegou no local de sua ultima missão, o superior lhe informou que a mulher teria que invadir uma casa e matar uma família inteira, pois o marido era um "subversivo", e todo e qualquer inocente que estivesse lá dentro – disse Natasha, respirando fundo e suspirando de novo.

Mickey não respondeu, mas arregalou um pouco os olhos.

– Bom, a mulher não queria matar ninguém, muito menos uma família com crianças... mas vamos as alternativas... ela entra na casa, mata a família "seguindo ordens" como você disse, o que não a torna menos assassina... ou... desobedece a uma ordem direta, apenas para outro vir matar a família no seu lugar e ela... ela – Natasha engoliu seco e parou de falar por um instante.

– E ela, como punição, seria enviada para um campo de trabalhos forçados, um Gulag na Sibéria, por dez anos... onde... veja só, por não ter força para realizar o trabalho, que basicamente era minerar carvão com as mãos, teria que se prostituir em troca de comida...

Mickey não conseguiu falar nada.

– Então Mickey, como meu pensamento é superficial, me diga, qual é a melhor atitude para esta mulher? Matar ou se prostituir por comida durante dez anos, sendo que a família morreria de qualquer forma na semana seguinte. Então, qual a melhor decisão? – Insistiu ela, olhando para ele.

– Natasha... eu... eu não sei... o contexto é muito complexo...

– Bom, imagine... apenas imagine, que esta mulher decidiu cumprir sua missão... ela matou vários inocentes, crianças inclusive, apenas "cumprindo ordens", o que não a torna menos assassina... por favor, responda com sinceridade, você... você confiaria em dormir no mesmo quarto, ao lado de uma dessas assassinas? – perguntou ela com um olhar triste, repetindo a mesma questão dele.

Mickey demorou para conseguir responder, pois toda e qualquer frase que ele pensava, só iria piorar seu comentário anterior... mas ele não poderia fugir para sempre, então preferiu o caminho mais simples...

– Natasha, desculpe ter trazido lembranças dolorosas, não foi minha...

– Lembranças? – disse ela, surpresa – Não, claro que não... eu não disse que eu era esta mulher, só estou exemplificando... para provar meu ponto de vista...

– Ah, que alívio... mas eu não sei a reposta sobre o que fazer... qual o seu ponto de vista?

– Que você, senhor Mickey, vive em um conto de fadas, em uma cidadezinha de interior, onde tudo é lindo e perfeito... que o senhor não está pronto para o mundo real onde eu vivo, onde como no Yin Yang, nada é totalmente branco ou completamente preto, onde a maioria das coisas acontece em uma escala de cinza, onde as pessoas tomam decisões que afetam sua vida em definitivo a cada dia, onde a moral é relativa e qualquer generalização é estúpida.

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sábado, 15 de agosto de 2020

Nova Patópolis na Amazon

Prezados,


Após sete anos, Nova Patópolis estréia na Amazon.

Com muita coisa nova: capa, formatação, nomenclatura e revisão...




Os próximos volumes terão capitulos extendidos e "cenas deletadas"... Tudo isso vai preparar o terreno para o "Fim" no sexto livro "Corporação Gaia".


Usuários "Kindle Unlimited" podem ter sua cópia gratuitamente...


Quem não conhece, pode ler... Quem conhece, pode relembrar com esta nova versão...


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Sinopse
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Sejam bem vindos ao primeiro volume de Nova Patópolis, uma série de quatro livros que foram disponibilizados na Internet nos últimos 7 anos e já conta com mais de 10.000 leitores... Permita-se conhecer seus amigos de infância de uma forma nunca mostrada.


Quem nunca imaginou como seria a famosa cidade de Patópolis se seus habitantes fossem humanos, com seus dramas, frustrações, problemas e sem um final feliz a espera de todos?


Em Nova Patópolis, veremos os habitantes de nossa querida cidade dois anos após o "Incidente", uma tragédia não explicada que destruiu tudo, exceto o espírito dos que se juntaram para a reconstrução.


ACESSE AQUI







domingo, 2 de agosto de 2020

Escrevendo Corporação Gaia VI - Cartaz de Lançamento... OU... e se fosse um mangá Disney / Humano?

Prezados amigos,

Seguindo a idéia dos personagens humanizados, eu terminei o cartaz que anunciaria o livro caso fosse um mangá... Vamos a apresentação e em seguida a sinopse...



Sentado no sofá está o contratante de Natasha e Mickey segurando uma mão... a esquerda dele, quem joga as cartas e fichas, é o líder de uma célula da Irmandade de Gaia.

Nas cartas lançadas, temos o elenco, Mickey Mouse, Minnie Mouse, Natasha Bykov, Daphnée Dubois e Matthew Summers...

Nas fichas, estão Louise Badeaux, Francine Vaux e Taylor Perrins. Existem muitos outros que dão as caras na história, mas por hora, este é o grupo principal.

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Sinopse
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Após os eventos do Mancha Neural, Natasha Bykov decidiu se isolar do mundo em busca de um sentido para sua vida... já Mickey, retornou para sua cidade e sua amada, mas por algum motivo estranho, a idéia de passar o resto de seus dias em um casamento com Minnie, se tornou algo assustador.

Durante dois anos ela viajou e ele tentou se adequar... ela passou pela França, Tailândia, Nepal, Itália, Alemanha e Espanha e ele fez terapia, virou instrutor na academia de Polícia, voltou ao Judô e fugiu do casamento...

E hoje, após ser informado por Natasha que uma antiga e obscura sociedade ativista conseguiu os meios necessários para "limpar" o bioma do planeta, Mickey decidiu voltar a ação...

Mas qual será o real objetivo de quem os contratou e os informou da existência da Irmandade de Gaia? Como Minnie vai reagir ao ver o clima reprimido e negado entre Mickey e Natasha? Como a Irmandade de Gaia se relaciona a pandemia mais assassina da história da humanidade?

E qual será o fim da história para o trio Mickey, Minnie e Natasha? Eles são apenas peões em um jogo muito maior, e como todos sabem, o peão é a primeira peça a ser sacrificada...

"The Game is On" (O Jogo Começou)

domingo, 26 de julho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia V - Humanizando o Elenco Disney

Prezados amigos,

Quem não acompanha a Gibiteca no Facebook, não sabe... mas semana passada, quando eu "ousei" representar Minnie Mouse como uma menina de mangá... branca... o pau cantou para o meu lado... não quero entrar em detalhes, mas...  basicamente eu estava "estragando a infância" dos marmanjos de 50 anos e fazendo algo errado por dizer que ela podia ser branca... até uma analogia com o tal de homem-pateta que manda crianças se matarem aconteceu, como se dando um rosto humano a um personagem Disney, fosse uma blasfêmia, heresia, crime de Lesa-Pátria, etc...

Enfim... a maioria me apoiou e a minoria desocupada me encheu o saco... normal...

Então... para ser justo e não representar apenas Minnie humanamente, eu decidi humanizar o elenco todo... Minnie, Mickey, Natasha, Daphnée, o vilão, o contratante, Taylor, Louise, Francine, Matthew... todos serão representados em um cartaz propaganda (paródia), como se o livro fosse um Mangá, mas que ainda não terminei...

Mas vejam alguns exemplos nas cartas... semana que vem posto o cartaz e finalmente revelarei o enredo, pois já tenho 30 capítulos prontos de 42 (o dobro do Mancha Neural)



Também fiz uma segunda tentativa de capa, não sei ainda qual vou usar (aceito opiniões)



E espero não estragar a infância de nenhum adulto entre 40 a 70 anos... claro que na realidade, não estou nem aí para qualquer um deles, pois a imaginação e a história são minhas... dica para eles... me bloqueiem e qdo o livro sair não leiam... será um favor...

A parte boa é que com rostos humanos, finalmente eu posso descrever com fidelidade algumas cenas mais "adultas" envolvendo os protagonistas... atração sexual entre ratos... não dá mesmo!!!!!

E espero que todos aproveitem a inédita paródia do Médico e o Monstro que foi liberada esta semana... o Brasil é o segundo país do mundo a  ter esta história disponível... e de graça... imagino que este trabalho sem fins lucrativos valha muito, então só queria saber o que este pessoal que reclama já fez ou fará pelas histórias em quadrinhos  (além de encher a minha paciência, é claro)

Abraços e boa semana a todos

Daniel

domingo, 19 de julho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia IV - Minnie & Natasha


Uma coisa curiosa quando estou escrevendo qualquer um dos livros de Nova Patópolis, é que não consigo imaginar as cenas sem humanizar fisicamente nossos amigos... não consigo levar a sério o carinho, amor, tristeza e principalmente a atração sexual com patinhos e ratinhos fofos... então para mim ao menos, Nova Patópolis é uma realidade alternativa onde todos são humanos...

Infelizmente não tenho talento para desenhar essas humanizações, mas o desenho acima, que achei na net seria um bom exemplo de uma Minnie... bonitinha, tranquila, mas se ficar brava, sai de perto...

E agora em Corporação Gaia, temos muitas interações dela com Mickey e Natasha, sendo que com ela, Minnie desenvolve uma curiosa relação de amizade/rivalidade.

Ao fim do Mancha Neural, vemos que elas conversaram em várias ocasiões e que Minnie se sente em "dívida" com ela, dívida essa cobrada de uma forma que ainda geraria muitos conflitos no futuro.

Mas a relação é complicada, pois ao mesmo tempo em que Minnie gosta de Natasha como pessoa e até a admira pelo seu trabalho, ela nota que Mickey pensa muitas vezes na "bela agente da CIA" ou na "psicótica sem vergonha" (a definição varia de acordo com o momento).


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E como podemos ver, existe um grande ressentimento por ela invariavelmente, acabar levando Mickey para uma situação perigosa...


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– Bom, não posso negar que a idéia é interessante... você sabe que eu adoro a emoção e a adrenalina...

– E eu? Não posso ficar preocupada? Não posso detestar ver você em perigo ou machucado? – retrucou ela quase chorando.

– Sim, mas... – tentou dizer ele, sendo cortado em seguida.

– E para completar, ela voltou... trazendo a emoção para o seu colo... e ela está mais linda do que nunca... não concorda?

– É... então...

– Não disse? Vocês brigam que nem cachorro e gato, mas isso só serve para esconder a verdade... as vezes acho que vocês até querem evitar, mas não conseguem...

– Não seja paranóica Minnie. – disse ele, sem conseguir negar o quanto pensar em Natasha mexia com ele as vezes.

– PARANÓICA? – gritou ela – Você acha que não percebo o climinha e os olhares entre vocês? Isso só vai passar quando vocês... vocês... ah, quer saber? Vá pra sua aventura, faça o que quiser junto com ela E ME DEIXA EM PAZ!

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Mas quando elas se encontram, fica-se evidente que um vínculo curioso foi formado entre elas...


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– Acho que vou declinar, está ficando tarde – disse Natasha se levantando, apenas para sentir a mão de Minnie segurando seu ombro.

– Ainda não... preciso falar com você e tem que ser agora.

– Tá bom – respondeu ela se sentando de novo.

– Mickey, pode nos dar licença? É coisa de cinco minutos.

– Claro, claro... – respondeu ele se levantando e saindo apressadamente.

Natasha sentiu um leve tom de ameaça na frase, mas preferiu ignorar. Para não ser mal educada, acabou pegando uma xícara de chá.

– Erva-doce sem açúcar, espero que goste – comentou Minnie se sentando e também pegando uma.

– Está ótimo – respondeu Natasha após o primeiro gole. – Então, em que posso te ajudar?

– Considerando tudo que aconteceu quando você ficou um tempo com o MEU noivo, você vai me ajudar muito se me garantir que ele vai voltar inteiro e sem tentar me matar.

– Eu não te culpo, sabia? – disse Natasha bebendo mais chá e sendo totalmente sincera. – Há dois anos, você viu o Mickey saindo normal e voltando querendo te fazer mal... por que dessa vez seria diferente, não é?

– Sim, por que seria diferente?

– Porque dessa vez... eu não vou deixar nada acontecer com ele... eu prefiro morrer do que permitir que alguém faça mal a ele... você acredita em mim?

Minnie olhou bem nos olhos de Natasha e após alguns longos e tensos segundos, respondeu:

– Sim... devo ser uma idiota, mas acredito em você.

– Minnie... eu considero vocês tanto, mas tanto, que nunca faria nada que pudesse prejudica-los... eu estava contando os dias para ve-los de novo... sentia muitas saudades de vocês...

– Eu também... – respondeu Minnie, estendendo os braços.

Natasha não estava acostumada a receber carinho de forma tão espontânea, então demorou alguns instantes para retribuir o movimento, abraçando Minnie bem forte e sussurrando:

– Vai ficar tudo bem, eu prometo... ele vai voltar para você são e salvo...

– Obrigada... – foi a resposta, com um aperto mais forte no abraço.

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Mas que sofrerá um grande abalo após Mickey e Natasha retornarem da primeira parte da missão...


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– Agora danou – pensou Natasha, sentindo o corpo retesar.

– Não exatamente – respondeu Mickey.

Minnie que já estava trêmula, começou a suar frio. Após alguns segundos de hesitação, ela encarou o detetive e perguntou (em seu íntimo ela não queria ouvir essa resposta):

– Não... exatamente... o que, senhor Mickey? – perguntou Minnie com o corpo tremendo.

– Pessoal, eu vou lá pro carro, acho melhor vocês... – tentou falar Natasha.

– NÃO... OUSE... SAIR... DESSE... SOFÁ... – cortou Minnie, sem olhar para ela, falando alto, pausando e frisando cada palavra.

Natasha havia acabado de decidiu que se calaria, não se mexeria e tentaria não chamar a atenção para ela de novo.

Já Mickey hesitou por um instante, mas ele tinha se decidido a contar toda a verdade...

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E que juntamente com mágoas antigas e itens não resolvidos, vai colocar em perigo o tão antigo relacionamento de Mickey e Minnie...


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– Amorzinha...

– Não, você também está estranho, nem parece você e eu não consigo saber o que está passando na sua cabeça...

Após outro suspiro, ela continuou:

– Mas você parece que não entende, Mickey... você já imaginou uma coisa? E se eu recebesse uma ligação avisando que você tinha sido morto? Como eu ficaria?

– Eu entendo...

– Não, não entende... você não faz idéia de tudo que eu já passei e passo para manter nosso relacionamento, eu não te falo, tento ser forte... na verdade finjo ser forte, mas não mais...

– Como assim?

– Como você acha que eu fiquei após sua ida a Anderville? Mais de um ano... ouvindo piadinhas das pessoas, indiretas que você já tinha uma mulher lá, que não voltaria... e eu só ouvindo, ouvindo, até que você enviou uma foto de uma festa, de braços dados com sua amiga Patty Ballestreros... o que eu senti?

– Mas não houve nada...

– Sim, mas o que eu senti? Diga-me... o que eu senti?

– Eu não sei...

– Exatamente... nem imagina... quantas festas eu recusei, quantas noites eu deixei de sair, pois ficava imaginando que você estava sozinho, acuado... e você passeava com ela... o que eu senti?

– Eu nunca imaginei...

– Claro que não... e como poderia? Eu não reclamava, fingia que estava tudo bem... tudo para manter o sonho do nosso casamento, aquele que você nunca quer, e quando falo alguma coisa você sempre muda de assunto... e pensar que eu vivi para ouvir um assassino dizer que é errado não termos casado... que você me enrola... e ele tem razão... é inacreditável.

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domingo, 12 de julho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia III - Pesquisa & Leitura


Um leitor me perguntou sobre minha rotina como escritor independente e qual seria a sequência mais ou menos lógica que seria necessária para desenvolver um bom enredo.



Acredito que cada um possa desenvolver a sua rotina e a sua forma, mas penso que para existir qualidade no resultado final, alguns itens são essenciais, e na realidade, por mais que pareça contraditório, o mais trabalhoso é o mais interessante.

Primeiro, não creio que alguém que não leia muito, consiga escrever... um bom conhecimento do nosso idioma, de sinônimos a adjetivos, de formas de expressão e descrição são essenciais para uma escrita fluída e prazeirosa de se acompanhar.

E em segundo, eu particularmente odiaria passar informações incorretas nas minhas histórias... adaptar fatos históricos ou através de ficção subverter uma lei da física é uma coisa, mas inventar coisas mirabolantes ou reações impossíveis de se explicar, eu considero uma ofensa a inteligência do leitor.

Por isso, afirmo com toda a certeza que "deus ex machina" é o artifício do escritor preguiçoso e sem criatividade.

Pegarei apenas um exemplo no Mancha Neural... Se Patópolis e Ratópolis ficam em Calisota, próximo a costa, eles estão na região da Califórnia... segundo o livro, Mickey embarcou as 20:00 e desceu em Paris as 15:00 segundo o horário local, após gastar 10 horas de vôo e avançar 9 fuso horários... e é exatamente isso... pesquisado e calculado com exatidão, para justificar ele estar com sono, enjoado e sem fome... 

Mas voltando a Corporação Gaia, o primeiro capítulo "Requiem", conta tudo que houve com Natasha nos dois anos entre o fim do Mancha Neural até hoje, quando ela é convocada para sua nova missão...

De Kiev para a Moldávia... de lá para Côte d’Azur... depois para um templo Budista na Tailândia... em seguida Nepal... Itália... Berlim... Espanha... dois anos viajando, e em cada parada, uma série de detalhes que devem ser expostos, da forma mais realista possivel...

Vamos a sete exemplos  interessantes e 100% verdadeiros:

- De Kiev a Moldávia, uma das formas de viajar é entrando no metrô, no caso dela, na estação Arsenalna, a mais profunda do mundo com 105,5 metros, seguir até o sistema de trens e embarcar em um bólido da Moldovan Railways

- Para se fazer uma plástica, é necessário aguardar a cicatriz original desinchar.

- Em Côte d’Azur, Natasha é convidada para uma festa no Beach Club "Le Club 55".

- Para ir ao Monastério Budista Doi Suthep, um trem saindo de Bangkok em direção ao norte da Tailândia é uma boa pedida.

- A meditação Anapanasati e as regras de conduta no Monastério são reais.

- A altitude dos quatro acampamentos da encosta Nepalesa do Monte Everest são reais. O guia Sherpa avisando sobre as janelas meteorológicas também.

- Em Berlim, o Club der Visionare realmente está as margens do rio Spree.

E mais dezenas de detalhes... e essa é a parte trabalhosa e divertida, pois a cada pesquisa antes de escrever, acabo ganhando algum conhecimento novo.

Sei que a grande maioria não se importa com tamanha precisão, mas eu realmente gosto de pesquisar... e as vezes me surpreendo com alguns resultados, como por exemplo, quando achei uma música chamada "Despre Tine".

Mas isso é conversa para outro dia, pois a história associada a está música é crucial...

Abs e boa semana a todos,

Daniel

domingo, 5 de julho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia II - Daphnée Dubois


Daphnée Dubois, francesa, primogênita e herdeira da construtora Dubois, perdeu a mãe aos cinco anos e nunca recebeu a atenção devida do pai.



Já adulta, mas muito jovem, por pressão de alguns setores da alta sociedade, casou, casou e casou... três matrimônios, um mais desastroso que  o outro...

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Mas hoje não... por mais que toda a rotina da casa estivesse perfeita e em dia, o fato de sua patroa e amiga estar deitada no sofá da sala, era motivo de extrema preocupação. E mesmo ela tendo pedido, na verdade ordenado, para ficar sozinha, Louise não aguentou mais e naquele momento, desobedeceu a ordem gritada há pouco mais de uma hora.

Louise caminhou até a sala e tentando puxar assunto, disse:

- Senhora Dubois, precisa de alguma coisa?

- Preciso... ficar sozinha... eu já disse... e não tem ninguém aqui além de nós... você sabe que eu odeio... quando você me chama de senhora... - respondeu ela, com muita má vontade.

- Desculpe querida, é força do hábito... o protocolo...

- Dane-se o protocolo... dane-se o mundo... dane-se a minha vida... me deixa sozinha - ordenou ela, se virando no sofá.

- Não fale assim querida, você já passou por tanta coisa... eu não aguento te ver assim - disse ela, emocionada e chegando mais perto.

- Sim... você viu tudo de perto não é? Mamãe, papai... e o que dizer do trio, qual você acha que foi pior? O abusador, o agressor ou o traidor?

- Sim, eu vi tudo... mas, mesmo com tudo isso, tem uma coisa que eu nunca vi, querida... e isso está me preocupando muito. Eu nunca te vi caída no sofá, sem comer, sem se banhar e chorando... você não está bem...

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E sem querer, seu caminho cruza com o de Natasha Bykov em Berlim... e de uma conversa descontraída no bar, nasceu uma grande amizade...

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E por volta das 21:00 hs, enquanto experimentava uma bebida colorida e engraçada que tinha chamado a sua atenção no cardápio, que ela viu Daphnée entrando pelo acesso principal.

- Daphnée! Daphnée! - chamou ela, bem alto, após se levantar e ao mesmo tempo em que acenava.

- Natasha?! - quase gritou a garota, vindo rapidamente em sua direção.

- Que bom que você veio, eu estava te esperando, senta, senta! - disse Natasha com um sorriso.

- Vous veio parra me verr? Est conseguiu une table? Vous êtes belle - respondeu Daphnée, se sentando e sorrindo.

- Claro... adorei te conhecer ontem e queria falar contigo de novo.

- Je suis là, mon amour... est querr falarr sobrre? - perguntou ela, enquanto acenava para o garçom.

- Qualquer coisa... o que importa e que podemos brindar a vida de novo, não?

- Naturellement...

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E qual será o papel dela na vida de Natasha? O que o destino reservou para as duas amigas? Como duas pessoas tão diferentes poderão confiar uma na outra?

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Após quase uma hora, Natasha acabara de sair do banho, vestindo um roupão fofinho e com uma toalha enrolando o cabelo. E foi ao pisar no quarto, que aparentemente Daphnée se assustou e virou a cabeça em direção a ela, com os olhos arregalados.

- O que foi Daphy? - perguntou ela com naturalidade, mas sem receber qualquer resposta.

Natasha tirou a toalha e enxugou os cabelos, quando insistiu na pergunta: 

- O que foi, coisa?

- Quem é você? - perguntou Daphnée com a voz assustada.

- O que? Que raio de pergunta é essa? - perguntou Natasha, sem paciência para joguinhos.

- Qual é o seu nome? - perguntou Daphnée de novo, de forma estranha.

- Tá bom coisa, vou entrar na sua brincadeira... meu nome é Natasha Bykov... posso saber o que acontece agora? - respondeu ela, sem muito interesse, enquanto continuava a enxugar o cabelo.

- Mesmo? Tem cerrteza... que não é... Mileva Nikolin? - disse ela, tremendo a voz.

Natasha travou. E sentindo uma pequena palpitação enquanto a encarava, respondeu:

- O que você disse?

Daphnée não respondeu, mas seus olhos começaram a se encher de lágrimas.

- Repete o que você falou, Daphy - disse Natasha, começando a andar na direção dela.

- Non! Non! Fica longe! - disse ela, tremendo todo o corpo. Ao estender o braço, fazendo sinal para ela não se aproximar, Natasha viu seu passaporte na mão dela.

- Por que você pegou meu passaporte?! - quase gritou Natasha, dando um passo forte em direção a ela, apenas para parar no segundo seguinte.

- NON! FICA LONGE! - gritou ela, desesperadamente - Se não chamo polícia! Fica longe de mim!

Natasha percebeu naquele instante que faltava apenas uma pequena gota para Daphnée surtar, já que ela estava apavorada e não raciocinava direito. Ela teria que ter muita calma e pior ainda, acalma-la.

- Tudo bem, estou longe... não vou fazer nada... você sabe que eu nunca faria nada contigo - disse ela, parada e com a voz mais calma possível.

- Non! Você mentiu prra mim! Igual todos! Eu nem sei seu nome! Eu sou uma idiota! Só sirrvo prra serr enganada! - falou ela, agora, desabando a chorar.

- Daphy, desculpe minha reação, mas eu nunca menti pra você... você acompanha minha vida, sabe meu nome e sabe no que eu trabalho... 

- Mentirra! Quem é você de verrdade? Diga-me.

Natasha respirou fundo, realmente Daphnée tinha razões por estar desconfiada, mas hoje, ela saberia de tudo.

- Daphy, eu sou Natasha Bykov, moldaviana, filha de Anton Bykov e Ileana Bykov, pertenço a uma linhagem aristocrata que foi dizimada durante a guerra contra a URSS. Vivi todos os anos da guerra no castelo Peterhof, fui assessora do príncipe quando ele retornou do exílio, trabalhei na KGB até o fim da guerra fria, depois me tornei agente da CIA. Eu sou Natasha Bykov, a mulher que nunca mentiria pra você.

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domingo, 28 de junho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia I - O Fim de Nova Patópolis

Agora que já escrevi mais da metade (21 capitulos de 40) da minha derradeira história da Disney, acho que posso comentar um pouco sobre a mesma.




Acredito que eu seria um péssimo escritor de gênero único, pois para mim, a diversão é explorar formas e possibilidades, e após cada uma delas, quero mudar para outra.

Se vermos "Nova Patópolis", com seus quatro livros, temos uma história que valoriza o flashback e interliga os personagens com situações e reações parecidas... eu lembro quando comecei, que eu queria algo ao estilo "Lost", tanto que no último tomo, nós vemos o futuro.

Aí mudei tudo e veio o Mancha Neural, uma história de ação ininterrupta, onde a cada capitulo, o leitor tem acesso a um minuto da parte final.

Foi divertido escrever algo frenético, controlando cada aspecto de data e hora da história, mas faltou um detalhe. Exceto o Mancha Negra, que ganhou muito destaque já que na Disney não existe qualquer citação a seu passado e motivações, eu não tive tempo de aprofundar as relações e as interações entre os personagens, incluindo aí minha nova personagem favorita, Natasha Bykov.

E para minha última história, quero mudar de novo... claro que haverá ação, perigo em escala global, a volta de alguém em um papel completamente inesperado, um novo antagonista maníaco, cruel e totalmente psicopata, suspense, discussões, relacionamentos amorosos, etc, etc, etc...

Mas o FOCO principal da história, é a vida, os sonhos e objetivos de uma única pessoa.

Eu quero aprofundar Natasha Bykov o máximo possível, mostrando sua infância, suas reações e pensamentos durante as missões ao redor do mundo e seu relacionamento mal resolvido com Mickey, que a princípio era de extrema má vontade, mas que mudou para admiração, gratidão e muito mais.

Ao mesmo tempo, Minnie não aguenta mais ser enrolada, o que já estava demonstrado desde o Mancha Neural... e agora, que Natasha voltou e pretende levar Mickey para uma missão que pode se mostrar  extremamente perigosa?

E o que Mickey poderá fazer ao ser confrontado com um dos mais antigos e terriveis segredos da humanidade?

E quando Mickey notar que Natasha representa a vida aventureira e emocionante com a qual ele sempre sonhou? E quando Natasha notar que Mickey representa a vida tranquila e cheia de amor que ela nunca teve? O que sentimentos tão opostos e antagônicos podem desencadear?

É isso... meu próximo e último Nova Patópolis mostrará a busca por redenção de uma mulher que já perdeu tudo uma vez e agora precisa desesperadamente por um sentido na sua vida....

Eu até montei uma capa provisória (mas que tem tudo a ver com a história), e aguardem por mais informações de "Corporação Gaia".

sábado, 20 de junho de 2020

Lançamento Oficial - Mancha Neural : Versão Final e Completa

Boa dia Pessoal,

Obrigado a todos os amigos que já leram, opinaram e mandaram um e-mail comentando sobre o Mancha Neural.

E agradeço também ao amigo Fabiano que fez uma resenha no seu blog Socializando (LEIA AQUI) e ainda teve a gentiliza de criar uma CAPA muito profissional para meu pequeno livro... Estou adotando ela e postando novamente para quem quiser...

E aqui estamos com o Mancha Neural, o último embate entre Mickey e o Mancha Negra.

De bonus a inédita origem de um dos maiores vilões da Disney...




Mancha Neural - Versão Final















Agradeço a todos os meus queridos leitores e espero que gostem.

Um grande abraço a todos e boa leitura...

Daniel Alencar

quinta-feira, 21 de maio de 2020

A Obsessão pelo Fim...


Eu estava pensando aqui um dia destes, o que me impediu de continuar escrevendo Nova Patópolis. Pelo que podem ver na imagem, eu planejei e roteirizei ao todo 16 livros, mas após o 4°, eu não consegui mais escrever.






Voltei agora no Mancha Neural, mas na prática não é  "Nova Patópolis". Mas por que parei então?

Voltando um pouco no tempo, eu lembro que sempre adorei os animes e mangás japoneses. E também adorei Thundercats. Oque eles tem em comum?



INÍCIO - MEIO - FIM



Só isso... por mais que você não quisesse, chegaria uma hora que o Goku, um menino de 8 anos, se tornaria avô. O Naruto, um moleque, casaria, teria filhos e se tornaria o Hokage. O Lion assumiria a liderança e seria coroado, matando o pior inimigo do grupo.

A história acabaria... e é isso que me deixa pwto da vida com Marvel e DC... a história não avança, não sai do lugar... até o casamento do Homem Aranha (uma das raras exceções), ao invés dele ter um filho com a MJ, é "cancelado" via pacto com o capeta pra salvar a véia... PQP

Todas a histórias boas tem que ter ínicio, meio e fim... já a Disney nem início tem (excessao de novo a Don Rosa e a Saga do Tio Patinhas).

A Disney só tem meio... e os mesmo personagens replicados em todos os períodos históricos... sempre sobrinhos, sempre tios... isso me deixa tão louco da vida, que tenho uma trava que quando leio que "meu sobrinho é um genio" ou algo assim, eu leio "meu filho..."... "meu tio" tem que ser "meu pai".

Então, essa frustração acumulada rendeu em Nova Patópolis, inicios (Maga Patológica e K Ka) e términos.

Na minha cabeça, a história do Tio Patinhas e da Maga terminou, não tem mais para onde ir... Margarida e Gastão, já era... Donald está casado e com 3 filhas... Huguinho, Zezinho e Luizinho vivem com a mãe e acabou...

Por isso não escrevi mais... Nova Patópolis acabou, qualquer outra história nada mais é do que enrolação...

"Mas você escreveu o Mancha Neural"

Sim, mas reparem que Mickey não está em Nova Patópolis, e eu não defini ainda como a história dele termina. E faltava o inicio do Mancha Negra.

Mas...

Desde o começo eu cito Mancha Neural como "O Ultimo Embate" entre Mickey e o Mancha... e sim, é o último...

Na minha cabeça não tem como ter outra história de "Mickey vs Mancha" após o Mancha Neural...

A história de Mickey não vai terminar no Mancha Neural, pois falta mais uma coisa a ser definida... e após eu contar este ultimo detalhe, também acabará...

"Eu não gosto que acabe"

Eu também fico triste, mas o que dá sentido a vida, o que dá sentido a qualquer história é o fim dela...

Eu comecei Nova Patópolis como uma brincadeira, para humanizar, iniciar e finalizar a história de personagens que me acompanharam a vida toda... e fico feliz de ter compartilhado essa visão com meus leitores...

Mas com certeza absoluta, a sequência do Mancha Neural que ocorre dois anos após... é o fim da linha do meu "universo alternativo Disney".

"Mas você não vai escrever mais?"

Vou, é claro... já planejei um Sherlock Holmes que adoro... já planejei uma ficção científica futurística que amo também... talvez crie um universo novo... não sei...

Pretendo IMPRIMIR a saga completa também, nem que seja para mim e amigos... uma edição limitada impressa uma vez...

Mas quero desde já avisar que o meu próximo livro, continuação do Mancha Neural, é o fim de Nova Patópolis...

Afinal, coisas que valem a pena... tem inicio - meio - fim...

E agradeço a você que está acompanhando esta minha jornada.

Abraços e amanhã:



Mancha Neural - Ato III : Confronto

O ULTIMO embate entre Mickey e o Mancha Negra.


domingo, 17 de maio de 2020

Lançamento Oficial - Mancha Neural : Ato II - Guerra

Boa noite Pessoal,

Aqui estamos para a continuação do Mancha Neural... Para quem não leu a primeira parte, ambas estão neste arquivo...

Degustem a íncrivel e nunca contada origem do Mancha Negra.


Mancha Neural : Ato II - Guerra

Na linda e antiga fazenda de Nadeyus, a chegada do herdeiro dos Ivanov foi motivo de festa. Vladimir e Yeva sempre desejaram o melhor para seu filhinho Dmitri.
Após alguns anos, Dmitri viria a conhecer seus melhores amigos, Natasha e Nicolai, na escola dos ricos e aristocratas.
Oque eles nunca imaginariam é que sua mocidade seria conturbada, pois seu amado país entraria em guerra contra os russos.
E foi com perdas imensas, promessas quebradas e sofrimento de inocentes, que a vida do trio de amigos, mudaria para sempre.















Semana que vem, a conclusão... 


Os destinos de Mickey, Natasha e do Mancha Negra entram em colisão... Qual será o desfecho do ultimo embate entre os dois antigos inimigos?




Agradeço a todos os meus queridos leitores e espero que gostem.

Um grande abraço a todos e boa leitura...

Daniel Alencar

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Péssimo Desenhista XXII... 30 Anos de Natasha...

Prezados,

Direto do meu caderno de rabiscos... Sem vontade de arte finalizar com nanquim ou pintar no Photoshop, só queria "desenhar" mesmo...

Rascunho de proporção com Lápis HB e finalização com lapiseira Pentel 0.5.

Que nome eu daria? "30 Anos Depois"?

Há 30 anos, Natasha seguia Dmitri para todo lado, era seu melhor amigo e ela nutria uma paixão infantil por ele...
Hoje, ela o persegue, mas para cumprir as ordens de seu governo, executá-lo como traidor...
No último minuto, ela cumprirá sua missão?

Amanhã, Mancha Neural Ato II - Guerra





quarta-feira, 13 de maio de 2020

02 Dias para Mancha Neural - Ato 2 : Guerra... e um péssimo desenhista XXI...

Prezados amigos,

Ontem a noite estava a toa na vida (e meu amor não chamou)... E como daqui a 2 dias lançarei a 2° parte do Mancha Neural...

Peguei meu bloco de desenho e rabisquei uma cena do Livro... Ficou feio, mas dá para entender... Acho até que eu conseguiria roteirizar uma Graphic Novell para um artista de verdade desenhar...  (o roteiro pode ser só rabiscos)...



Abs e LEIAM O LIVRO!!!!!

Daniel

segunda-feira, 11 de maio de 2020

05 Dias para o Ato II - Guerra...

Prezados,

Obrigado as centenas de Downloads e Leituras OnLine do Mancha Neural - Ato I...

Nesta sexta, preparem-se para o Ato II - Guerra... A incrivel e nunca contada origem do Mancha Negra... Para quem ainda não tiver o ato I, ele estará contido no II...

Todos os detalhes da discussão entre o Mancha e Natasha Bykov serão revelados:

Por que ela deve mata-lo? Quem é Nicolai? Oque houve em Prytysko? Por que o Mancha traiu sua pátria?

Vocês nunca verão o Mancha Negra com os mesmos olhos de novo...

Preview abaixo:



...



Esta tranquila fazenda era a moradia do braço principal da família Ivanov há mais de cinco gerações. Eles não pertenciam a nobreza do país, mas eram comerciantes importantes e ricos, que possuiam muitas reservas em ouro, acumuladas em mais de quinhentos anos de negócios lícitos e ilícitos.

Diversos monarcas já haviam pedido favores e tomado empréstimos com os Ivanov e graças a isto, sempre havia um deles nas proximidades do Rei, como amigo ou conselheiro. A influência política e social dos Ivanov os tornavam pessoas requisitadas, ótimas para se terem como amigos e péssimas para se terem como inimigos.

A dinastia Ivanov tinha uma arvore genealógica mapeada de quase mil anos, onde vinte e sete gerações eram identificadas e nomeadas devidamente. E foi nessa tarde quente e ensolarada que a vigésima oitava geração estava chegando, para alegria do patriarca Vladimir, que acompanhava sua esposa Yeva.



...



Natasha havia acabado de sair da sala de aula naquela manhã de segunda-feira e seu olhar buscava alguém que já estava fora dela há um bom tempo.

Ao notar que quem ela procurava não estava no corredor, andou nervosamente em direção ao pátio. Chegando lá, viu Dmitri a distância, sentado tranquilamente em um banco lendo um livro, o que a deixou inconformada a ponto de ir até ele bufando.

– Não acredito nisso! – disse em um tom nada amigável.

– Não acredita em que, Tasha? – respondeu sem nem levantar os olhos do livro.

– Que você está lendo uma das suas porcarias incompreensíveis!

– Nietzsche é fascinante, você deveria experimentar – disse ele, ao mesmo tempo que marcava a página e fechava o livro.

– Eu nem tenho tempo para estudar para os exames e você... você... – reclamava ela, arfando e com raiva.

– Não entendo sua raiva, Tasha – respondeu Dmitri com um sorriso cínico.

– Você sabe que odeio esse seu sorriso – disse ela com um olhar fulminante.



...



Assim que terminou de engolir o chá, foi Natasha que quebrou o silêncio ao mesmo tempo em que se levantava da poltrona:

– Então?

– Então o que? – Questionou Dmitri se levantando também. Nicolai se mantinha em silêncio.

– Como o que? Vocês foram convocados para a guerra, não vão falar nada?

– E podemos falar o que? Temos escolha ou opção? – respondeu Dmitri cinicamente.

– Não disse isso. Quero saber o que vocês acham disso tudo.

– Perda de tempo! O General devia ter feito um acordo ao invés de entrar de cabeça nessa guerra que só vai servir para fazer o povo sofrer – respondeu Dmitri com raiva.

– Mas temos que defender nossa pátria! – retrucou Natasha

– Eu não estou negando isso. Só digo que nesse caso, uma saída diplomática teria sido muito mais eficiente.

– Você acha que tudo se resolve conversando?

– Não, mas nesse caso, sim – encerrou Dmitri, se virando e passando a admirar a parede. Essa era outra característica que Natasha odiava nele.

– Não dê as costas para mim, você sabe o quanto odeio isso! – disse Natasha espumando de raiva.



...



Sem lembrar de qualquer detalhe, Dmitri continuava quieto. Sua posição de meditação foi aprendida lendo livros de Monges que conseguiam fica na mesma posição, sem dormir ou comer por mais de três dias. Ele não chegava a tanta perfeição, mas por algumas horas, era possível.

– Saúde meu amigo! – chegou gritando Nicolai, quebrando a concentração e "acordando" Dmitri. Nas mãos dele, estavam duas canecas com cerveja, cheias até a boca.

– Olá Nicolai – respondeu Dmitri secamente, sem se dar ao trabalho de dizer ao amigo o tempo que ele o fez perder com essa atitude. Voltar ao ponto de meditação onde ele se encontrava, demoraria pelo menos duas horas.

– Ora, eu trago cerveja e você nem para agradecer – disse ele, sentando-se ao seu lado, ao mesmo tempo em que oferecia uma das canecas.

– Tudo bem, obrigado – respondeu Dmitri pegando sua cerveja e já começando a bebê-la.

– Um brinde a nossos companheiros que tombaram bravamente pela pátria – disse Nicolai, erguendo sua caneca.

– Aos que tombaram idiotamente – respondeu Dmitri batendo os copos.



...



Os dois meninos encaravam o estranho com os olhos arregalados e tremendo muito.

– Calma, não vou fazer mal a vocês. – falava Dmitri enquanto se ajoelhava e ficava mais ou menos da altura deles. Nessa posição ele conseguiu olhar bem as roupas esfarrapadas e o quanto eles eram magros e sujos. Não deviam ter mais de oito ou nove anos.

– Q-Q-Q-Quem é você? O q-q-q-quê faz aqui? – balbuciou o mais velho.

– Segundo-Tenente Dmitri Ivanov, da 8º Companhia de Infantaria. Estou em missão de reconhecimento procurando acampamentos e soldados inimigos – disse ele ao mesmo tempo em que colocava a mochila no chão, abria e pegava uma lata de salsichas.

– Estão com fome? Eu tenho mantimentos, posso ceder um pouco para vocês – concluiu exibindo a lata.

A fome falou muito mais alto do quê o bom senso nesse momento e os dois garotos se aproximaram rapidamente, sentando-se na frente do seu visitante, que já abria a lata e a pousava no chão para que eles se servissem.

Palavras não eram necessárias no momento em que os meninos atacaram avidamente as salsichas, obrigando Dmitri a abrir uma outra lata. Enquanto engoliam o conteúdo da segunda, ele aproveitou para perguntar:

– Quem são vocês?

– Eu sou Igor e ele é meu amigo Mikhail – respondeu o mais velho, com a boca cheia.

– Mas vocês são crianças, o que estão fazendo aqui? – inqueriu Dmitri com incredulidade.



...



- Diga Dmitri... por favor fale comigo...

- Não Tasha... pelo contrário...

- Como assim?

- Eu vim falar com você... pela última vez...

Natasha não acreditou no que ouviu.

- Mas, mas... oque está dizendo, seu... seu...

- Exatamente isso.

- Você acha que vai morrer? Não seja idiota... pare de ser dramático...

Ele não respondeu.

- Mesmo porque, se você acha que vai morrer... basta me pedir... uma única vez...

- Pedir?

- Sim. Me peça... e vou embora com você... deste castelo... deste país... vou para qualquer lugar com você a qualquer momento... por favor - implorou ela.

- Tasha... eu nunca poderia te pedir isso...

- POIS PEÇA! - gritou ela - Me mostre que você se importa realmente comigo, se importa conosco. Basta pedir e eu... eu...

- Tasha... - sussurrou ao mesmo tempo em que a abraçou abruptamente.

...