quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Minha Gatinha Lucy - Uma História em 7 Partes (Introdução / Parte I - Abrigo)

Prezados,

A história a seguir tem "uma história" curiosa... ela é curta, envolve pessoas comuns, obedece as leis da física e fala sobre algo que normalmente me fascina... o relacionamento humano é tão cheio de nuances inacreditáveis, que milhões de coisas podem ser ditas a respeito dele.

Mas a parte curiosa da história, é que foi escrevi como um presente para um casal de amigas... sete pequenas partes enviadas por Whats App, uma parte por dia... e hoje foi a 5°...

Bom, pelo menos elas estão amando a história da "Gatinha Lucy"... e como já está pronto mesmo, vamos publicar por aqui... foi interessante escrever em primeira pessoa, espero que gostem...

Abs a todos

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Minha Gatinha Lucy - Introdução

Há pouco mais de um ano, minha vida era tão normal quanto eu poderei querer... conquistara após muito esforço, um satisfatório trabalho em uma renomada clínica de Dermatologia próximo a avenida Paulista (eu merecia este reconhecimento após estudar tanto), estava morando em um gostoso e simples apartamento em Moema (sobra do meu péssimo casamento), me sentia na flor da idade com apenas trinta e sete anos, mantinha meus longos cabelos castanhos muito bem cuidados e só se havia passado alguns dias desde o término de um namoro chato e monótono.

Ás vezes me pergunto, como teria me comportado se soubesse o que me esperava naquela noite chuvosa de dezoito de abril... se teria ficado até tarde no trabalho da mesma forma que fiquei ou se teria saído mais cedo, para evitar os eventos que seriam desencadeados por minhas próprias e involuntárias ações.

Na realidade, meu único desejo naquela época era sossego e um pouco de tempo para decidir meus próximos passos... mas por minha única e exclusiva culpa (com um empurrão bem sacana do destino) isso tudo mudou naquela noite... a longo prazo meu sossego acabaria, minhas prioridades mudariam, minha sanidade seria questionada, meu coração seria abalado e minha vida mudaria de rumo por completo.

Mas olhando em retrospecto, não posso me culpar... quem poderia imaginar que algo tão simples e inocente como "abrigar uma gatinha", poderia se transformar em algo tão complexo, diferente e até... inacreditável?

Por outro lado, as vezes imagino que teria me comportado da mesma forma... pois apesar de tudo, posso afirmar com toda certeza que a história toda foi única e estimulante... as vezes o pior é esta dualidade de sentimentos e sensações, pois não encontro um motivo aceitável que justifique a minha passividade em relação a uma situação que claramente estava destinada ao fracasso... ou talvez não estivesse... ah, sei lá...

Após refletir muito, decidi escrever este pequeno relato em sete partes com tudo o que lembro daqueles dias, de forma que eu seja forçada a repensar todos os detalhes... isso vai me permitir obter uma melhor perspectiva de tudo que perdi e ganhei, desde que a "Gatinha Lucy" entrou, literalmente e inesperadamente no meu caminho naquela distante noite chuvosa.


Minha Gatinha Lucy  - Parte I - Abrigo

Aquela quinta-feira, dezoito de abril, não parecia em nada diferente de qualquer outro dia, exceto que ao contrário da semana toda, o tempo fechou e uma forte chuva começou bem no meio da tarde.

Não me recordo com precisão se a vontade de ficar até mais tarde no trabalho foi desencadeada apenas pela chuva ou se a falta de motivação de voltar para meu tranquilo e solitário cantinho, também interferiu. Mas o que realmente importa é que ao invés de sair as 18:00 hs como sempre, saí depois das 21:00 hs, com a chuva mais forte do que nunca.

Meu trajeto era sempre o mesmo, pegava o metrô na estação Trianon- Masp até a Chácara Klabin, mudava de linha e seguia até a estação Eucaliptos, ao lado do Shopping Ibirapuera, onde após uma caminhada de cinco minutos, meu apartamento me aguardava.

E foi andando com pressa, e com o guarda-chuva aberto pela avenida Ibirapuera, que eu virei a esquerda e tentava não me molhar muito naquela noite, o que se provaria impossível considerando a quantidade de água que caía.

Cinco quadras depois, já estava quase correndo, quando virei a esquina de forma abrupta e dei de cara com ela. As minha única lembrança daquele instante foi uma forte trombada em alguém que estava parado quase na esquina... e isso acabou me desequilibrando e jogando esta pessoa em uma grande poça de água junto ao meio fio.

'Meu Deus, desculpa!' gritei, logo após me equilibrar, enquanto estendia a mão para ajudar a vítima de minha desatenção. E foi após olhar melhor, que vi uma mocinha que aparentava uns vinte e poucos anos, loira e de cabelos curtos, usando mini saia e blusinha preta, caída no asfalto, sem qualquer reação. 'Meu Deus! Será que ela bateu a cabeça?' foi meu primeiro pensamento, já ajoelhada enquanto tentava reanimar a garota.

'Moça, moça! Acorde por favor! Fala comigo!', eu pedia enquanto levantava a cabeça dela com cuidado, já não se importando mais com a chuva, que molhava nós duas de forma inclemente. Demorou quase um minuto para ela abrir os olhos e balbuciar 'O que... o que houve?', tendo como resposta um trêmulo 'Eu... eu... não te vi... desculpa... está doendo muito?'. A moça claramente estava confusa e suas palavras não fizeram muito sentido, o que me obrigou a tomar a primeira decisão precipitada de uma lista que ainda viria.

'Moça, eu sou médica e meu apartamento é ali na frente... vamos lá que eu seco suas roupas e dou uma olhada na sua cabeça' disse, sem obter uma resposta satisfatória ou entendível... de qualquer forma, meu movimento para ajudá-la a se levantar foi aceito e ela se apoiou no meu ombro, me seguindo até meu prédio. Não existia porteiro, então felizmente eu não precisava explicar nada, por isso apenas abri a porta que dava para a rua, subimos um lance de escadas e chegamos no meu cantinho, ambas ensopadas até os ossos.

Como não tinha muita escolha, eu a levei até o banheiro e a sentei na tampa do vaso, em seguida tirei minha calça e blusa rapidamente... apesar da calcinha e sutiã também estarem molhados, ficar com a roupa molhada e gelada colada ao corpo, era pedir por uma pneumonia. Logo após isso, olhei rapidamente a cabeça dela inteira e não achei qualquer lesão.

'Que sorte moça, não machucou sua cabeça... não entendi por que você desmaiou' disse, sem receber uma resposta direta. Ela ainda balbuciava coisas estranhas, mas parecia saber o que tinha acontecido. 'Olha, tira suas roupas e toma um banho quente... eu vou te dar um roupão enquanto coloco tudo isso na secadora... entendeu?' insisti, para finalmente ter uma resposta 'Tá...'.

Me senti muito aliviada após esta resposta, pois não gostaria de ter que chamar uma ambulância ou a polícia para explicar como a machuquei sem querer. E como ela estava claramente confusa, a ajudei a tirar toda a roupa e entrar no box, aproveitando para procurar lesões em seu corpo causadas pela queda, o que felizmente não haviam.

Depois de levar toda a roupa ensopada para a secadora, fui até meu quarto, peguei uma toalha, tirei minha lingerie, me enxuguei como pude e coloquei um roupão... em seguida, levei outra toalha e roupão para a moça no meu banheiro.

'Moça, aqui estão uma toalha e um roupão... você acha que consegue se enxugar e se vestir sozinha?' perguntei, entrando no banheiro. Um aceno com a cabeça foi a única resposta, por isso, coloquei tudo em cima do vaso e saí para aguarda-la na sala.

O banho dela demorou mais do que eu esperava, mas como não ouvi nenhuma queda, mesmo mantendo meu ouvido atento, não fui inconveniente a ponto de questionar o motivo da demora. E após uns vinte minutos, ela saiu de roupão, com o semblante abatido e os olhos distantes.

'Moça, desculpe o que eu fiz, juro que não te vi' disse, esperando uma aceitação do meu pedido de desculpas, algo que não aconteceu. Ela simplesmente caminhou até o sofá e se sentou sem falar nada, o que começou a me deixar preocupada, me obrigando a pegar minha bolsa com instrumentos para examina-la. Felizmente minha primeira tentativa, que foi medir sua pressão, me indicou o motivo de seu abatimento.

'Moça, sua pressão está em 9x6... você comeu algo nas últimas horas?' perguntei, torcendo pela resposta ser negativa, o que explicaria tudo. 'Não', foi a única palavra articulada. 'Então, você está com hipoglicemia... aliada ao susto e a queda, foram o motivo do desmaio... você precisa comer alguma coisa, peraí' falei, indo correndo para a cozinha, onde peguei uma das minhas intragáveis refeições congeladas, coloquei no microondas e após cinco minutos, retirei e levei pra ela.

'Come, que você vai melhorar', disse, entregando a marmitinha. 'Esqueci o garfo, que cabeça a minha', falei ao se levantar e voltar para cozinha no segundo seguinte... qual foi meu susto quando voltei e vi aquela delicada e frágil mocinha, com a cara enfiada dentro da marmita, engolindo de forma selvagem o conteúdo, mal tendo tempo de mastigar. E após alguns segundos, ela levantou a cabeça e com os olhos brilhando e um grande sorriso, perguntou 'Tem mais?'.

Eu tentei, juro que tentei não demonstrar minha surpresa para não deixá-la constrangida... e com um sorriso amarelo e forçado, respondi 'Claro, só te dei este pouquinho para ver se você gostava... vou pegar uma porção maior'. O grande sorriso dela seguido de um 'Obrigada', cortou meu coração, apesar de eu tentar não demonstrar isso também.

Após voltar para a cozinha, coloquei mais três porções no microondas e liguei... em seguida, discretamente fui até a secadora, olhar com mais atenção as roupas daquela moça. Não havia carteira, bolsa ou chaves com ela, mas pelas etiquetas de cada peça, eu confirmei o que a aparência, o cabelo e os brincos me indicaram...  aquelas eram roupas caras e de marca... essa garota tinha um alto padrão de vida, mas surpreendentemente, estava comendo aquela porcaria descongelada igual a uma mendiga esfomeada.

Tentei não pensar nisso quando retornei para a cozinha, então peguei as três marmitinhas e despejei em um prato, que levei com garfo desta vez. E sinceramente, esperava que ela o usasse para comer, o que felizmente aconteceu, apesar de ser com uma avidez e velocidade incompatíveis com o sabor e qualidade daquela coisa que servi.

Preferi não interrompê-la, mas ao final de sua salutar refeição, ela me devolveu o prato com um profundo e sincero suspiro de satisfação. 'Tudo bem, moça?' perguntei incrédula, para ouvir um 'Agora sim... eu estava com muita fome'. E foi no instante seguinte que o apelido, aquele apelido que me perseguiria por tanto tempo, nasceu. Ela limpou a boca com a parte de cima da mão direita e ao notar um pouco de molho um pouco antes do dedão, começou a lambê-lo delicadamente.

Eu soltei uma risadinha bem espontânea, o que fez ela olhar para mim desconfiada. 'Desculpa, é que lambendo a mão desse jeito, você pareceu uma gatinha que eu tinha e fazia isso após comer... achei tão bonitinho...' disse, sem nem imaginar tudo que esta frase desencadearia no futuro. Ela não respondeu, então eu não sabia se a tinha ofendido... mas eu não pensei muito nisso, pois no instante seguinte, ela se encostou no sofá e se espreguiçou demoradamente.

Como que voltando a realidade, peguei novamente minha mala e fui medir seus sinais vitais. 'Temperatura normal, pulmão limpo, pressão 11x9, ótimo... deixa eu ver sua cabeça melhor... nada. Dá seu pulso...' pedi. Em seguida segurei o braço para medir a pulsação ao mesmo tempo em que vi alguns calos bem estranhos em sua mão. 'Que calos esquisitos, você trabalha com o quê?' perguntei com uma simples curiosidade. 'Com nada importante' foi a resposta, enquanto ela tirava a mão e olhava com desconfiança de novo.

Percebi que havia sido invasiva e tentei mudar de assunto. 'Bom, você se lembra do que aconteceu?', 'Não, lembro de estar parada e depois você dizendo que era médica e que iria me ajudar' foi a resposta. 'Sim, eu não te vi e batemos porque eu corria da chuva... aí você caiu e desmaiou, e eu te trouxe aqui em casa para te examinar e secar suas roupas', 'Obrigada, doutora' foi a resposta, juntamente com um bocejo. 'Não foi nada', disse com um sorriso, e concluí enquanto saía: 'Vou ver como estão suas roupas'.

Após alguns minutos, confirmei que suas roupas estavam secas, então as dobrei, e levei alegremente para a minha convidada. E com uma grande surpresa, vi quando cheguei na sala, que ela estava encolhida no sofá, dormindo despreocupadamente.

Aquilo era inacreditável, como ela podia relaxar a ponto de dormir na casa de uma estranha? Eu parecia tão confiável assim ou ela que era inconsequente? De qualquer forma, por algum motivo misterioso, não consegui acordá-la, então deixei as roupas dobradas no outro sofá, fui até meu quarto, peguei uma coberta, voltei e a cobri, deixando-a protegida e aquecida. O irônico era que este comportamento também era igual ao da minha gatinha, que logo após comer, dormia... e sem nem entender direito o porque, tomei minha segunda decisão precipitada, abrigando na minha casa, naquela noite, uma moça jovem, bonita, desconhecida, aparentemente educada e bem de vida, mas ao mesmo tempo, muito faminta.

Hoje percebo que o simples fato de eu não tê-la machucado, já havia me deixado aliviada o suficiente por aquela noite... ela dormiria bem e amanhã cedo, eu me desculparia devidamente. E logo após tomar um banho e um copo de leite, era minha vez de ir pra cama, o que não me impediu de dar uma última olhada na minha hóspede, que continuava ressonando tranquilamente.

'Durma bem, gatinha' foi meu último comentário em um sussurro, no momento em que apaguei a luz e segui com muito sono para o meu quarto.

domingo, 2 de agosto de 2020

Escrevendo Corporação Gaia VI - Cartaz de Lançamento... OU... e se fosse um mangá Disney / Humano?

Prezados amigos,

Seguindo a idéia dos personagens humanizados, eu terminei o cartaz que anunciaria o livro caso fosse um mangá... Vamos a apresentação e em seguida a sinopse...



Sentado no sofá está o contratante de Natasha e Mickey segurando uma mão... a esquerda dele, quem joga as cartas e fichas, é o líder de uma célula da Irmandade de Gaia.

Nas cartas lançadas, temos o elenco, Mickey Mouse, Minnie Mouse, Natasha Bykov, Daphnée Dubois e Matthew Summers...

Nas fichas, estão Louise Badeaux, Francine Vaux e Taylor Perrins. Existem muitos outros que dão as caras na história, mas por hora, este é o grupo principal.

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Sinopse
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Após os eventos do Mancha Neural, Natasha Bykov decidiu se isolar do mundo em busca de um sentido para sua vida... já Mickey, retornou para sua cidade e sua amada, mas por algum motivo estranho, a idéia de passar o resto de seus dias em um casamento com Minnie, se tornou algo assustador.

Durante dois anos ela viajou e ele tentou se adequar... ela passou pela França, Tailândia, Nepal, Itália, Alemanha e Espanha e ele fez terapia, virou instrutor na academia de Polícia, voltou ao Judô e fugiu do casamento...

E hoje, após ser informado por Natasha que uma antiga e obscura sociedade ativista conseguiu os meios necessários para "limpar" o bioma do planeta, Mickey decidiu voltar a ação...

Mas qual será o real objetivo de quem os contratou e os informou da existência da Irmandade de Gaia? Como Minnie vai reagir ao ver o clima reprimido e negado entre Mickey e Natasha? Como a Irmandade de Gaia se relaciona a pandemia mais assassina da história da humanidade?

E qual será o fim da história para o trio Mickey, Minnie e Natasha? Eles são apenas peões em um jogo muito maior, e como todos sabem, o peão é a primeira peça a ser sacrificada...

"The Game is On" (O Jogo Começou)

domingo, 26 de julho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia V - Humanizando o Elenco Disney

Prezados amigos,

Quem não acompanha a Gibiteca no Facebook, não sabe... mas semana passada, quando eu "ousei" representar Minnie Mouse como uma menina de mangá... branca... o pau cantou para o meu lado... não quero entrar em detalhes, mas...  basicamente eu estava "estragando a infância" dos marmanjos de 50 anos e fazendo algo errado por dizer que ela podia ser branca... até uma analogia com o tal de homem-pateta que manda crianças se matarem aconteceu, como se dando um rosto humano a um personagem Disney, fosse uma blasfêmia, heresia, crime de Lesa-Pátria, etc...

Enfim... a maioria me apoiou e a minoria desocupada me encheu o saco... normal...

Então... para ser justo e não representar apenas Minnie humanamente, eu decidi humanizar o elenco todo... Minnie, Mickey, Natasha, Daphnée, o vilão, o contratante, Taylor, Louise, Francine, Matthew... todos serão representados em um cartaz propaganda (paródia), como se o livro fosse um Mangá, mas que ainda não terminei...

Mas vejam alguns exemplos nas cartas... semana que vem posto o cartaz e finalmente revelarei o enredo, pois já tenho 30 capítulos prontos de 42 (o dobro do Mancha Neural)



Também fiz uma segunda tentativa de capa, não sei ainda qual vou usar (aceito opiniões)



E espero não estragar a infância de nenhum adulto entre 40 a 70 anos... claro que na realidade, não estou nem aí para qualquer um deles, pois a imaginação e a história são minhas... dica para eles... me bloqueiem e qdo o livro sair não leiam... será um favor...

A parte boa é que com rostos humanos, finalmente eu posso descrever com fidelidade algumas cenas mais "adultas" envolvendo os protagonistas... atração sexual entre ratos... não dá mesmo!!!!!

E espero que todos aproveitem a inédita paródia do Médico e o Monstro que foi liberada esta semana... o Brasil é o segundo país do mundo a  ter esta história disponível... e de graça... imagino que este trabalho sem fins lucrativos valha muito, então só queria saber o que este pessoal que reclama já fez ou fará pelas histórias em quadrinhos  (além de encher a minha paciência, é claro)

Abraços e boa semana a todos

Daniel

sexta-feira, 24 de julho de 2020

O Estranho Caso do Dr. Ratkyll e Mister Hyde - Conclusão

Prezados,

Com muito orgulho, a Gibiteca e os EsquiloScans trazem para todos, a conclusão da fantástica e banida adaptação do clássico "O Médico e o Monstro".

Tradução e Diagramação - Gabriel (meu garoto de 12 anos)


Peguem na Gibiteca

Boa leitura e bom final de semana a todos... E DEIXEM um COMENTÁRIO, que demora só um minuto... Essa Graphic demorou MESES e fizemos...

domingo, 19 de julho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia IV - Minnie & Natasha


Uma coisa curiosa quando estou escrevendo qualquer um dos livros de Nova Patópolis, é que não consigo imaginar as cenas sem humanizar fisicamente nossos amigos... não consigo levar a sério o carinho, amor, tristeza e principalmente a atração sexual com patinhos e ratinhos fofos... então para mim ao menos, Nova Patópolis é uma realidade alternativa onde todos são humanos...

Infelizmente não tenho talento para desenhar essas humanizações, mas o desenho acima, que achei na net seria um bom exemplo de uma Minnie... bonitinha, tranquila, mas se ficar brava, sai de perto...

E agora em Corporação Gaia, temos muitas interações dela com Mickey e Natasha, sendo que com ela, Minnie desenvolve uma curiosa relação de amizade/rivalidade.

Ao fim do Mancha Neural, vemos que elas conversaram em várias ocasiões e que Minnie se sente em "dívida" com ela, dívida essa cobrada de uma forma que ainda geraria muitos conflitos no futuro.

Mas a relação é complicada, pois ao mesmo tempo em que Minnie gosta de Natasha como pessoa e até a admira pelo seu trabalho, ela nota que Mickey pensa muitas vezes na "bela agente da CIA" ou na "psicótica sem vergonha" (a definição varia de acordo com o momento).


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E como podemos ver, existe um grande ressentimento por ela invariavelmente, acabar levando Mickey para uma situação perigosa...


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– Bom, não posso negar que a idéia é interessante... você sabe que eu adoro a emoção e a adrenalina...

– E eu? Não posso ficar preocupada? Não posso detestar ver você em perigo ou machucado? – retrucou ela quase chorando.

– Sim, mas... – tentou dizer ele, sendo cortado em seguida.

– E para completar, ela voltou... trazendo a emoção para o seu colo... e ela está mais linda do que nunca... não concorda?

– É... então...

– Não disse? Vocês brigam que nem cachorro e gato, mas isso só serve para esconder a verdade... as vezes acho que vocês até querem evitar, mas não conseguem...

– Não seja paranóica Minnie. – disse ele, sem conseguir negar o quanto pensar em Natasha mexia com ele as vezes.

– PARANÓICA? – gritou ela – Você acha que não percebo o climinha e os olhares entre vocês? Isso só vai passar quando vocês... vocês... ah, quer saber? Vá pra sua aventura, faça o que quiser junto com ela E ME DEIXA EM PAZ!

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Mas quando elas se encontram, fica-se evidente que um vínculo curioso foi formado entre elas...


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– Acho que vou declinar, está ficando tarde – disse Natasha se levantando, apenas para sentir a mão de Minnie segurando seu ombro.

– Ainda não... preciso falar com você e tem que ser agora.

– Tá bom – respondeu ela se sentando de novo.

– Mickey, pode nos dar licença? É coisa de cinco minutos.

– Claro, claro... – respondeu ele se levantando e saindo apressadamente.

Natasha sentiu um leve tom de ameaça na frase, mas preferiu ignorar. Para não ser mal educada, acabou pegando uma xícara de chá.

– Erva-doce sem açúcar, espero que goste – comentou Minnie se sentando e também pegando uma.

– Está ótimo – respondeu Natasha após o primeiro gole. – Então, em que posso te ajudar?

– Considerando tudo que aconteceu quando você ficou um tempo com o MEU noivo, você vai me ajudar muito se me garantir que ele vai voltar inteiro e sem tentar me matar.

– Eu não te culpo, sabia? – disse Natasha bebendo mais chá e sendo totalmente sincera. – Há dois anos, você viu o Mickey saindo normal e voltando querendo te fazer mal... por que dessa vez seria diferente, não é?

– Sim, por que seria diferente?

– Porque dessa vez... eu não vou deixar nada acontecer com ele... eu prefiro morrer do que permitir que alguém faça mal a ele... você acredita em mim?

Minnie olhou bem nos olhos de Natasha e após alguns longos e tensos segundos, respondeu:

– Sim... devo ser uma idiota, mas acredito em você.

– Minnie... eu considero vocês tanto, mas tanto, que nunca faria nada que pudesse prejudica-los... eu estava contando os dias para ve-los de novo... sentia muitas saudades de vocês...

– Eu também... – respondeu Minnie, estendendo os braços.

Natasha não estava acostumada a receber carinho de forma tão espontânea, então demorou alguns instantes para retribuir o movimento, abraçando Minnie bem forte e sussurrando:

– Vai ficar tudo bem, eu prometo... ele vai voltar para você são e salvo...

– Obrigada... – foi a resposta, com um aperto mais forte no abraço.

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Mas que sofrerá um grande abalo após Mickey e Natasha retornarem da primeira parte da missão...


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– Agora danou – pensou Natasha, sentindo o corpo retesar.

– Não exatamente – respondeu Mickey.

Minnie que já estava trêmula, começou a suar frio. Após alguns segundos de hesitação, ela encarou o detetive e perguntou (em seu íntimo ela não queria ouvir essa resposta):

– Não... exatamente... o que, senhor Mickey? – perguntou Minnie com o corpo tremendo.

– Pessoal, eu vou lá pro carro, acho melhor vocês... – tentou falar Natasha.

– NÃO... OUSE... SAIR... DESSE... SOFÁ... – cortou Minnie, sem olhar para ela, falando alto, pausando e frisando cada palavra.

Natasha havia acabado de decidiu que se calaria, não se mexeria e tentaria não chamar a atenção para ela de novo.

Já Mickey hesitou por um instante, mas ele tinha se decidido a contar toda a verdade...

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E que juntamente com mágoas antigas e itens não resolvidos, vai colocar em perigo o tão antigo relacionamento de Mickey e Minnie...


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– Amorzinha...

– Não, você também está estranho, nem parece você e eu não consigo saber o que está passando na sua cabeça...

Após outro suspiro, ela continuou:

– Mas você parece que não entende, Mickey... você já imaginou uma coisa? E se eu recebesse uma ligação avisando que você tinha sido morto? Como eu ficaria?

– Eu entendo...

– Não, não entende... você não faz idéia de tudo que eu já passei e passo para manter nosso relacionamento, eu não te falo, tento ser forte... na verdade finjo ser forte, mas não mais...

– Como assim?

– Como você acha que eu fiquei após sua ida a Anderville? Mais de um ano... ouvindo piadinhas das pessoas, indiretas que você já tinha uma mulher lá, que não voltaria... e eu só ouvindo, ouvindo, até que você enviou uma foto de uma festa, de braços dados com sua amiga Patty Ballestreros... o que eu senti?

– Mas não houve nada...

– Sim, mas o que eu senti? Diga-me... o que eu senti?

– Eu não sei...

– Exatamente... nem imagina... quantas festas eu recusei, quantas noites eu deixei de sair, pois ficava imaginando que você estava sozinho, acuado... e você passeava com ela... o que eu senti?

– Eu nunca imaginei...

– Claro que não... e como poderia? Eu não reclamava, fingia que estava tudo bem... tudo para manter o sonho do nosso casamento, aquele que você nunca quer, e quando falo alguma coisa você sempre muda de assunto... e pensar que eu vivi para ouvir um assassino dizer que é errado não termos casado... que você me enrola... e ele tem razão... é inacreditável.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Manual dos Jogos Olímpicos



Nas CNTP (Competições Normais em Tempos sem Pandemia), estaríamos próximos de mais uma edição dos Jogos Olímpicos da era moderna – no momento adiados para 2021.
Em sua falta, ficamos com o manual publicado pela Abril Cultural em 1988, uma versão reduzida da versão lançada em 1980 cujo exemplar ainda estamos à procura.

Também disponibilizamos uma pasta contendo 20 itens alusivos ao evento.

E ainda: Os Anos de Ouro de Mickey, Walt Disney Treasures, Luluzinha, Almanaque do Zé Carioca, Disney Especial Reedição, Clássicos Disney em quadrinhos, Mickey, Tio Patinhas, Uma Cilada para Roger Rabbit, Gibizinho do Chapolim, Fantasma edição Histórica, Gasparzinho, Os 4 Mundos Encantados de Disney, Diversões Juvenis, Fantasia em Quadrinhos, Garfiled em Ação, Zé Colmeia, O Melhor de Pica-Pau e Livro Ilustrado Passaporte para as Olimpíadas.
Boas leituras.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Uma sequência para chorar (Parte 1) - Elfen Lied

Eu confesso, já chorei lendo mangás... três vezes na realidade... e não sei porque, hoje decidi falar da primeira...

Mesmo sendo uma história tecnicamente curta, mesmo focando em assuntos pesados, que vão desde o preconceito até o abuso infantil, mesmo sendo um festival de violencia sem fim, causada não apenas pela Lucy... aconteceu...

A personagem que me tocou para valer foi Nana, a Diclonius número 7... Ela foi a primeira de sua espécie que enfrentou Lucy e quase foi estraçalhada por ela... E quando os lideres do grupo de pesquisa viram que ela não era tão forte assim, decidiram descartá-la.

A ordem de matá-la foi dada diretamente ao diretor Kurama, que era a razão dela ser dócil, já que Nana o via como seu pai e fatalmente, ele que perdeu sua esposa e filha, acabou se apegando a ela também.

E qual foi a sequencia?

Ele mente e a leva para "um exame fisico", que na verdade é a aplicação de uma série de medicamentos e relaxantes...
E durante todo o tempo, Nana ri e conversa, enquanto ele assiste os remédios sendo ministrados...
Até que após a ultima injeção, Nana começa a ficar com sono e ocorre o diálogo que é de chorar...

- Papai, eu estou com sono...
- Não se preocupe, quando você acordar, o exame terá terminado...
- Não, mas... eu to... cansada...
- Sim, bons sonhos...
- Tá - ela disse, pegando na mão dele - Adeus...

ELA SABIA!!! Sabia que seu "papai" iria matá-la, e mesmo podendo se revoltar a qualquer instante, partindo todos eles ao meio, aceitou seu destino...

QUE PORCARIA!!! Na última cena, dele chorando com apenas os pés dela a mostra, eu também estava chorando que nem uma criança...

Eu descobri após virar pai, que qualquer coisa triste que envolve o relacionamento "pais e filhos", mexe muito comigo...












domingo, 12 de julho de 2020

Escrevendo Corporação Gaia III - Pesquisa & Leitura


Um leitor me perguntou sobre minha rotina como escritor independente e qual seria a sequência mais ou menos lógica que seria necessária para desenvolver um bom enredo.



Acredito que cada um possa desenvolver a sua rotina e a sua forma, mas penso que para existir qualidade no resultado final, alguns itens são essenciais, e na realidade, por mais que pareça contraditório, o mais trabalhoso é o mais interessante.

Primeiro, não creio que alguém que não leia muito, consiga escrever... um bom conhecimento do nosso idioma, de sinônimos a adjetivos, de formas de expressão e descrição são essenciais para uma escrita fluída e prazeirosa de se acompanhar.

E em segundo, eu particularmente odiaria passar informações incorretas nas minhas histórias... adaptar fatos históricos ou através de ficção subverter uma lei da física é uma coisa, mas inventar coisas mirabolantes ou reações impossíveis de se explicar, eu considero uma ofensa a inteligência do leitor.

Por isso, afirmo com toda a certeza que "deus ex machina" é o artifício do escritor preguiçoso e sem criatividade.

Pegarei apenas um exemplo no Mancha Neural... Se Patópolis e Ratópolis ficam em Calisota, próximo a costa, eles estão na região da Califórnia... segundo o livro, Mickey embarcou as 20:00 e desceu em Paris as 15:00 segundo o horário local, após gastar 10 horas de vôo e avançar 9 fuso horários... e é exatamente isso... pesquisado e calculado com exatidão, para justificar ele estar com sono, enjoado e sem fome... 

Mas voltando a Corporação Gaia, o primeiro capítulo "Requiem", conta tudo que houve com Natasha nos dois anos entre o fim do Mancha Neural até hoje, quando ela é convocada para sua nova missão...

De Kiev para a Moldávia... de lá para Côte d’Azur... depois para um templo Budista na Tailândia... em seguida Nepal... Itália... Berlim... Espanha... dois anos viajando, e em cada parada, uma série de detalhes que devem ser expostos, da forma mais realista possivel...

Vamos a sete exemplos  interessantes e 100% verdadeiros:

- De Kiev a Moldávia, uma das formas de viajar é entrando no metrô, no caso dela, na estação Arsenalna, a mais profunda do mundo com 105,5 metros, seguir até o sistema de trens e embarcar em um bólido da Moldovan Railways

- Para se fazer uma plástica, é necessário aguardar a cicatriz original desinchar.

- Em Côte d’Azur, Natasha é convidada para uma festa no Beach Club "Le Club 55".

- Para ir ao Monastério Budista Doi Suthep, um trem saindo de Bangkok em direção ao norte da Tailândia é uma boa pedida.

- A meditação Anapanasati e as regras de conduta no Monastério são reais.

- A altitude dos quatro acampamentos da encosta Nepalesa do Monte Everest são reais. O guia Sherpa avisando sobre as janelas meteorológicas também.

- Em Berlim, o Club der Visionare realmente está as margens do rio Spree.

E mais dezenas de detalhes... e essa é a parte trabalhosa e divertida, pois a cada pesquisa antes de escrever, acabo ganhando algum conhecimento novo.

Sei que a grande maioria não se importa com tamanha precisão, mas eu realmente gosto de pesquisar... e as vezes me surpreendo com alguns resultados, como por exemplo, quando achei uma música chamada "Despre Tine".

Mas isso é conversa para outro dia, pois a história associada a está música é crucial...

Abs e boa semana a todos,

Daniel

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Justiça para todos


Faz tempo que não leio uma história Disney "humana", a ponto de me fazer refletir... mas a primeira história da edição Tio Patinhas deste mês da Culturama "Justiça para todos", conseguiu...






Ao notar que os Metralhas são postos em liberdade em uma velocidade surpreendente, o Muquirana decide acompanhar alguns julgamentos e descobre que uma jovem e talentosa advogada, sempre a mesma, é a responsável pela soltura deles.




E ao confronta-la, questionando se ela não se importa em receber dinheiro sujo, ela afirma que os defende de graça...

- Não se envergonha de defender os piores vigaristas da cidade? Você sabe de onde vem o dinheiro com que lhe pagam?
- Não sabe nada sobre mim, Sr. Patinhas. Não faço isso por dinheiro, defendo os Metralhas de graça.
- Por quê?
- Não lhe diz respeito.

Depois um longo diálogo sobre o Tio Patinhas gostar do jogo entre ele e os Metralhas... afinal, o dinheiro fica a vista como um chamariz...

- Queria ter uma varinha mágica pra fazer as pessoas pagarem por seus erros, mas só tenho a lei! E isso me basta.




Mas não satisfeito em afronta-la, Patinhas a contrata e depois a acusa (sem provas) publicamente de cumplicidade com os ladrões, o que destrói a carreira e a reputação da moça... e vemos que ele não se importou de arruiná-la, desde que seu dinheiro estivesse seguro...

E aí... voltamos ao passado, entendemos todos os detalhes e a história se humaniza, relacionando ao mesmo tempo Pecados Antigos, Honra e principalmente Justiça...

Muito interessante a história e principalmente, humana...

terça-feira, 7 de julho de 2020

Quac! 05 e Mafalda 02

Destaque da semana para:

  • Mafalda 02, de Patomite e Luana
  • Quac! 06, Pateta 11 e Monstro do Pântano 05, dos Esquilos.

E ainda: Clássicos de Walt Disney, O Cão e a Raposa, Mickey, Almanaque do Zé Carioca, Almanaque do Tio Patinhas, Disney Super Especial, Batman Eternamente, Garfield, Diversões Juvenis, Gran Circo Kabum, Festival HB, Patota, Livro Ilustrado e Presente de Rinso.
Isso e muito mais disponível em AGibiteca.