quarta-feira, 12 de maio de 2021

Lançamentos da semana: Almanaque Disney, Gasparzinho e vários Gibizinhos

Olá

Lançamentos da semana em AGibiteca.


  • Gasparzinho 66, de Sapo do Brejo;
  • Gibizinho do Chapolim, da Xuxa e da Turma do Arrepio, de Alcides Ota;
  • Almanaque Disney 110 e Um presente Chambinho 4, dos Esquilos.
E mais: Almanaque do Tio Patinhas 11, Almanaque do Zé Carioca 7, Disney Especial Reedição 40, Mickey 488, TV Colosso 1 e 2, Ursinho Pooh  05, Mickey 330, Garfield Leva o Bolo, Margarida 131, Zero Eterno 1 e 2 e Eureka 1.

Boas leituras
AGibiteca

domingo, 9 de maio de 2021

Após o Horizonte - Capítulo VIII - Invólucro


Após o Horizonte
Capítulo VI
II - Invólucro


- Tudo começou há muito mais tempo do que seria possível medir ou definir... se formos mensurar de forma humana, meu povo existe há muitas centenas de milhões de anos do seu tempo.

Essa primeira frase me assustou um pouco... se ela estiver falando a verdade, eu não tenho a menor noção de quem é a pessoa deitada na minha frente... se é que é uma pessoa.

- Mas como não temos contato com vocês? Onde vocês estão? - perguntei após uma longa respiração.

- Imagine que meu povo vive em outro plano, outra dimensão ou como preferir definir, mas a maior diferença entre nós duas é que neste plano, não existe a matéria como você a conhece... basicamente somos entidades sencientes, formadas de energia em sua forma mais pura, em um ambiente fluído que eu não teria como explicar em termos humanos.

- Meu... Deus... - balbuciei realmente assustada.

- E existíamos em paz, sem necessidades físicas como alimento, água e descanso... e também não conhecíamos emoções, sensações ou desejos. Mas nossa existência perfeita sofreu um abalo, quando há muito tempo, um evento de magnitude  cósmica reverberou daqui até nossa dimensão. Não sabemos ao certo se foi um conjunto de super novas ou uma colisão de buracos negros, só sabemos que este evento foi tão violento que quebrou a barreira do espaço-tempo deste universo e chegou ao nosso plano, interrompendo nossa tranquilidade ao indicar, sem sombra de dúvidas, que existia algo além de nós mesmos.

- Incrível - balbuciei.

- E uma parte do meu povo teve sua primeira emoção, a curiosidade... e foram estes que passaram a tentar fazer contato e entender o que era este outro plano no qual seu universo está incluído. E após muito tempo e muito esforço, os primeiros de nós conseguiram vencer a barreira dimensional e chegar aqui, no ambiente material. Na realidade, chegaram em um ponto remoto, longe de tudo, o que os fez retornar imediatamente.

- Então você pode ir embora a qualquer momento? - questionei um pouco angustiada.

- Sim... no tempo de uma piscada, eu posso não estar mais aqui - foi a resposta dela, com tanta calma e frieza, que senti um incômodo frio na barriga.

- Mas voltando... após essa primeira incursão frustrada, muito mais tempo se passou até aprendermos como escolher o local onde deveríamos aparecer... e também quais locais valiam a pena visitar. Como não sabíamos nada desse universo de matéria, começamos em planetas com formas de vida mais simples... só microorganismos unicelulares, só plantas, só animais irracionais... queríamos entender o conceito da vida material, antes de fazer contato com uma raça inteligente. Resumindo tudo, somente há cerca de sete mil anos do seu tempo é que decidimos que era hora de fazer contato com sua espécie, uma das raças inteligentes de seu universo.

- E existem outras? – perguntei assustada.

- Inúmeras, mas isso não importa agora. Por diversos motivos irrelevantes para você, escolhemos a sua.

- Mas como... vocês se parecem conosco? - perguntei, tentando não enlouquecer com tudo isso.

- Isso demandou um bom tempo também... como já estávamos estudado a vida material há muito tempo, aprendemos a concentrar parte de nossa energia em um invólucro físico, que poderia conservar a nossa consciência. Temos controle total de tom da cútis, tamanho, força, movimento e outros itens. Os únicos detalhes que não podemos controlar bem é a textura que fica em contato com sua atmosfera ou que a troca de energia gere calor.

- Por isso você é tão macia... e quente...

- Sim... e isso foi muito útil quando fizemos contato com seus antepassados e nos identificamos como "visitantes"... não demorou muito para sermos vistos como deuses, não importava o local ou povo, sempre éramos deuses, e recebíamos nomes e definições conforme nossas preferências sobre as sensações.

- Preferências?

- Sim... um dos nossos pode preferir sentir a emoção da batalha, outro a sensação de saciedade alimentar... eu por exemplo, adoro sentir a paixão, o prazer, o sexo e a geração da vida...

- Tarada...

- Como assim?

- Nada não... mas... isso tudo que você me contou, significa que você não é mulher, digo, você não tem um sexo definido.

- Tem razão, não temos sexo ou gênero e podemos assumir qualquer corpo a qualquer momento. Mesmo porque, biologicamente falando, a única diferença entre um corpo masculino e um feminino é um par de cromossomos, o restante vem de influências ambientais e do processamento químico de seus cérebros.

Eu preferi não entrar em detalhes ou perguntar outras coisas sobre isso, por medo de que poderia ouvir, mas faltava um detalhe que ela não explicou.

- Entendi, mas você... você sempre veio como mulher, digo, você só assume corpos femininos, por que essa preferência?

- Já disse, minha preferência é a geração de vida, o sexo e o prazer... e estes itens são mais facilmente associados as mulheres. Os do meu povo que preferem coisas mais agressivas, batalhas, heroísmo e coisas assim, assumiram corpos masculinos. Tentamos nos adaptar ao que a sua sociedade mais antiga entendia como "normal". Mas há exceções é claro, como alguns de nós que alternam de corpo ou até assumem dois gêneros no mesmo corpo.

- Tá... - foi o que consegui balbuciar, considerando a loucura disso tudo.

- O resto você já viu mas esqueceu... após algum tempo, sempre algum dos meus começava a incitar a violência, a morte e a guerra... aí voltávamos para nossa dimensão... e tentávamos em outro local somente para acontecer de novo, de novo e de novo. Por isso, há cerca de mil e quinhentos anos do seu tempo, decidimos que nunca mais apareceríamos em grupo. Se algum de nós quisesse vir, viria sozinho e evitaria ao máximo o contato com os humanos.

- Mas eu te vi...

- Sim, eu estava tão concentrada admirando o Reino Unido, que me distraí por um momento e você me viu... após um humano nos ver, não conseguimos mais nos esconder dele. Eu já estava naquele banco há vários dias e em uma janela de poucos segundos você me viu, para o bem ou para o mal.

- Por isso o sujeito achou que eu estava sozinha - pensei comigo mesma para completar admirada:

- Você estava mesmo olhando para o Reino Unido?

- Sim, eu consigo projetar minha consciência e enxergar qualquer coisa em qualquer local... claro que depende de concentração total, mas o horizonte não é um limite para nós. Eu estava admirada como o Reino Unido mudou desde a última vez em que estive lá há milhares de anos.

- Mas... por que você está aqui? O que veio fazer aqui?

- Creio que o mais próximo que vai definir minha motivação é que eu fiquei entediada... e queria conhecer este continente do seu mundo. Sempre estivemos do outro lado do oceano, mas eu queria saber como é aqui.

- E você não sabia que eu estava te vendo... por isso só reagiu quando eu te toquei.

- Sim... não podia entender como você podia estar me vendo, mas imediatamente comecei a sincronizar com suas emoções... por isso fui fria, insensível e grosseira, ao mesmo tempo em que fiquei interessada e curiosa.

- Puxa, obrigada... notei que entre suas infinitas qualidades, a sinceridade é a maior de todas - respondi com ironia.

- Não se ofenda Alice, por favor.

- Não estou ofendida, sei que é verdade.

- Então basicamente é isso... tem mais alguma pergunta, ou posso voltar a te tocar?

- Espera! Se você começar não vai parar... tenho sim mais algumas perguntas - respondi rapidamente, ao mesmo tempo em que tentava não pensar na excitante proposta desta... coisa.

- A vontade.

- Como você me curou?

- Sabemos como o processo de cura de vocês funciona, então canalizamos nossa energia para ele e o aceleramos... isso também possibilita recriar dentes ou até membros. Só não podemos devolver a vida que já cessou de existir.

- Incrível... mas você quase me matou também.

- Eu avisei que perderia o controle, você que insistiu em correr o risco.

- Sim... mas, neste corpo em que você está... você nunca sentiu realmente como é ser... humana? Digo... você não consegue sentir fome, frio ou... sede?

Neste momento Brigit se calou... já estou acostumada que as vezes ela reflete antes de responder alguma coisa, então só me restava esperar. E desta vez... demorou quase três minutos, para finalmente ela responder um tanto incomodada:

- Na verdade... após estudar vocês todo este tempo, conseguimos criar dois tipos de invólucro... este, imperfeito quanto a textura e calor, mas que pode ser invisível aos olhos humanos e que permite o retorno a minha dimensão a qualquer momento... e outro... que não ousei criar.

- Não ousou?

- Eu... não vi motivos para faze-lo... o outro... é... perfeito demais.

- Como assim? - questionei realmente curiosa.

- Alice, não há motivos para falarmos sobre isso... não vai acontecer - foi a resposta, mais incomodada ainda.

- O que não vai acontecer? - insisti, para só receber uma resposta após outro minuto.

- Muito bem, o outro invólucro possível é um corpo humano perfeito... com órgãos, necessidades alimentares e sem qualquer poder... quem o utiliza tem a experiência completa e se separa do meu povo... e o pior é que eu não poderia voltar para minha dimensão a não ser que minha consciência seja desvinculada.

- Como assim?

- Não importa Alice! – quase gritou - Não importa como eu poderia voltar para meu local de origem, pois nunca vou assumir um corpo humano... creio que já chega de perguntas, não é? - foi a resposta dela com muita raiva, um instante antes que sua mão direita agarrasse meu pescoço.

- Brigit... calma... - balbuciei assustada. Sua mão apenas segurava sem apertar, mas isso me fez lembrar que ela poderia me matar facilmente em um instante.

- Chega de perguntas! Eu quero lhe tocar, aproveitar sua companhia e você está me fazendo perder tempo - disse ela com raiva. Eu não sei como, mas havia tocado em algum ponto sensível.

- Por favor, calma... me solta... - implorei, olhando nos olhos dela. E por algum motivo, ela tirou a mão.

- Perdoe-me Alice... as vezes eu não me controlo... eu... não sei porque...

- Tudo bem... tudo bem... - respondi arfando. Ela não tinha me machucado, mas foi um belo susto - Eu só tenho mais uma pergunta, na verdade, a mais importante de todas... e depois... serei toda sua.

- Certo... pergunte.

- Você... você disse... que reflete meus sentimentos... sincroniza com minhas emoções... que é empata... mas... também disse que era normal eu estar atraída por você... que sabia que eu voltaria... eu... eu preciso saber se...

- Se?

- Se... isso que estou sentindo por você... essa paixão... é verdadeira ou... - hesitei em concluir a pergunta, talvez por medo da resposta.

- Ou?

- Ou você está me induzindo? Eu realmente me apaixonei por você... ou é algum truque mental ou físico? Eu te amo ou você está me fazendo acreditar nisso para seu próprio benefício?

Curiosamente ela não demorou para responder e ainda abriu um sorriso:

- É verdadeiro, você realmente me ama... e por isso é tão delicioso. Na realidade, estar perto de alguém do meu povo tende a liberar amarras e libertar sentimentos reprimidos dos humanos... você queria amar alguém mas não conseguia... mas comigo, você se soltou e seu amor aflorou... é só isso.

Eu não acreditei no que ouvi... eu realmente estava amando esta... coisa... e também devo estar enlouquecendo, pois minha reação foi tão rápida quanto irracional.

- Brigit... eu te amo... eu te amo tanto... - falei, abraçando rapidamente aquele corpo irresistível, quente e macio. E a única coisa que consegui fazer em seguida foi afundar a boca no pescoço dela enquanto fechava os olhos.

E foi nesta posição que amei e fui amada pelas próximas horas, de uma forma tão intensa e única como nunca imaginei ser possível.


sexta-feira, 7 de maio de 2021

Lançamentos da Semana - Renato Canini, Mangás & Mangás

Prezados, 

Neste semana lançamos a conclusão da coleção do grande Renato Canini, com os volumes 8, 9 e 10.



Mais a continuação dos Mangás Monster, Rayert e Citrus... Kenshin volta no próximo post com o cronograma dos próximos lançamentos. Também trazemos um novo One-Shot Yuri Mangá, Kimi Koi Limit... abaixo a sinopse e algumas cenas...



Kimi Koi Limit é um Yuri mangá com uma bela e dramática história de amor pendente...
Sono confessou amar Satomi, mas ela a rejeitou e depois se mudou para Tókio. Muitos meses se passaram e agora Sono está vivendo também em Tókio, num apartamento compartilhado com sua nova namorada, Hiroko. Porém, Sono não consegue se esquecer de Satomi e ao ficar com Hiroko, chama pelo nome dela. Com raiva, Hiroko a expulsa de casa, e sem ter para onde ir, Sono passa a viver na rua, dependendo de um mendingo para comer.
Sua situação muda quando Satomi a reencontra e a acolhe em sua casa por pena. Mas Hiroko trabalha com Satomi e ao descobrir onde Sono está (muito feliz por sinal) tentará uma reaproximação, algo que gerará diversos problemas...









Também o terceiro Artbook do site Zero Baunilha... E a continuação da coleção da Penthouse na área restrita.



Abs e bom final de semana a todos.

domingo, 2 de maio de 2021

Após o Horizonte Capítulo VII - Paixão


Após o Horizonte
Capítulo VII - Paixão


Assim que o dia clareou, acordei um pouco confusa no meu 14° dia de férias, tateando a cama a procura da bela, macia e quente aparição da noite anterior... e obviamente ela não estava lá. Demorou um pouco para minha cabeça se localizar, parecia que eu tinha acordado de um sonho.  Um longo, inexplicável e delicioso sonho... mas eu estava nua, e nunca durmo sem ao menos uma camisola.

Eu havia sonhado? Brigit não havia estado lá? Ela não tinha me mostrado um monte de coisas? Neste instante tive uma sensação estranha... eu sabia que tinha visto muitas coisas, mas não me lembrava de quase nada, só lembrava das coisas que ela falou... Isis, Afrodite, Amaterasu, Freyja... ela era várias deusas antigas... mas foi tudo um sonho? Será que estou ficando lou...

- Dormiu bem, Alice? - foi o que ouvi, ao mesmo tempo em que gritei de susto.

- Vo... cê... você... quando vai parar de aparecer assim? - reclamei ao mesmo tempo em que sentava na cama com o coração acelerado e a via se aproximar.

- Perdoe-me, mas o dia está tão bonito que decidi ficar lá fora... e agora já estou de volta - foi a resposta com um sorriso, enquanto se sentava na cama, usando o mesmo vestido de alça de sempre.

- Como vou explicar uma ruiva que entra e sai do meu chalé sem passar pela recepção? - perguntei, ainda brava pelo susto.

- Fique tranquila, só você tem o privilégio de me ver - foi a resposta da forma mais natural possível.

- Privilégio... ser ignorada, maltratada, me arrebentar, quase ser morta, achar que enlouqueci, ter uma obsessão doentia por você... se esta lista inteira é um "Privilégio", imagino o que você considera um aborrecimento - foi minha resposta extremamente sincera, pois acredito que havia cansado da sua arrogância.

Talvez Brigit não esperava ser tratada assim... ela silenciou e pareceu refletir por quase um minuto, para só então responder enquanto se levantava da cama:

- Tem razão, como sempre meu povo só traz o mal para vocês... você só queria descansar e por minha causa quase se afogou, depois eu quase te matei, e após tudo isso você passou vários dias com uma dor terrível. Eu peço desculpas, irei embora e não retornarei mais.

- Não, espera! Não foi isso que eu quis dizer - quase gritei, enquanto me levantava e a abraçava - Falei sem pensar, não quero que você vá.

- E como sempre, os humanos ignoram nossas falhas e imploram pela nossa permanência... este comportamento é previsível e se repete há milênios, sabia?

Esta foi a gota... todo o incômodo com a arrogância dela havia atingido seu ápice agora. Eu soltei o abraço, virei meu braço para a direita e lhe desferi uma bofetada com toda força. Ela parecia não acreditar no que fiz e cambaleou um passo para trás com a surpresa, ao mesmo tempo em que colocava a mão no rosto. Já eu... bom... não sou uma pessoa tranquila quando estou com raiva.

- QUEM VOCÊ PENSA QUE É? SE REALMENTE FOR VERDADE QUE NÃO É HUMANA E ESTÁ AQUI HÁ TANTO TEMPO, COMO NÃO CONSEGUIU APRENDER ALGO TÃO ELEMENTAL?

- A... prender o que? - perguntou ela baixinho, ainda com a mão no rosto.

- VOCÊ NÃO RESPEITA OS SENTIMENTOS DE QUEM GOSTA DE VOCÊ. VOCÊ DESPREZA, IGNORA E DESDENHA DE QUEM GOSTA DE VOCÊ. ISSO NÃO É ALGO QUE ALGUÉM "SUPERIOR" DEVERIA FAZER - continuava gritando, sem nem saber porque estava tão alterada.

Acredito que a fiz refletir, pois ela me olhava de uma forma engraçada... mas no fim, nunca poderia esperar a resposta que veio na sequência:

- Tem razão Alice, mas considerando que tudo isso que você disse, é exatamente o seu comportamento com todas que gostaram de você, não entendi o motivo de tanta raiva. Eu apenas te tratei de forma similar a como você trata as outras pessoas.

Essa resposta, associada a calma em sua voz foi como um murro direto no estômago. Sim, eu era uma pessoa horrível com quem gostava de mim, como poderia esperar outro tratamento? Um pouco desorientada virei as costas para ela, caminhei até a cama e deitei-me, abraçando um travesseiro. E nesta posição, algumas lágrimas começaram a brotar.

Mas antes que a primeira lágrima caísse na cama, senti o corpo de Brigit me abraçando. E como pude notar sua pele delicada e quente por meu corpo todo, ela também estava nua. Na realidade, havia uma luta interna na minha cabeça para sair daquele quarto, correndo e gritando, mas teimei e permaneci, mesmo assustada.

- Não foi minha intenção lhe ofender, Alice... por favor, me perdoe novamente - sussurrou ela quase no meu ouvido, o que fez eu me arrepiar toda.

- Desde quando você se importa? Até ontem parecia um iceberg, e hoje... está falando macio, me chama de Alice, me abraça... qual é o seu problema? - questionei, sem admitir o quanto estava adorando seu abraço.

- Meu povo tem conexão com todos os tipos de energia, inclusive a emocional e isso me torna empata em relação a quem está próximo. Eu estou refletindo seus sentimentos, que está mudando de alguém frio e sem consideração para alguém que está sofrendo com emoções intensas e desconhecidas.

- O que você quer dizer, sua... sua... - tentei argumentar, mas me calei e simplesmente virei para ela.

- Quero dizer que você está se apaixonando por mim... e isso é extremamente satisfatório. Você não imagina como é delicioso sentir suas emoções reprimidas aflorando - respondeu ela, sorrindo e alisando meu rosto.

- Reprimida é seu rabo, sua arrogante... eu devia te bater de novo - balbuciava, sem saber o que falar.

- Mas não vai... na realidade, você vai me beijar, iremos nos tocar e ficaremos fazendo isso por horas.

Após essas últimas palavras, me rendi... segurei a cabeça desta linda e gostosa arrogante e a puxei com força em minha direção... os lábios dela eram meu único desejo naquele momento, e o prazer que senti quando seu corpo começou a emanar calor, era algo indescritível.


Três dias depois...

Havia acabado de acordar no meu 17° dia de férias... incrível como não conseguia esquecer desta maldita contagem regressiva em direção ao 20° dia.

Tirando este detalhe, posso dizer que nunca, nunca, nunca em toda minha vida estive tão feliz. Talvez ficar três dias enfiada no quarto, transando com a Brigit quase o tempo todo, só saindo da cama para comer algo e ir no banheiro (duas coisas que ela não fazia), era realmente o que eu precisava fazer nestas férias. Mas mesmo meu corpo estando animado e sedento pelo calor dela, o cansaço começou a me dominar, fora um detalhe que começou como um pequeno incômodo, mas que agora estava piorando rápido.

- Alice? Está tudo bem? - perguntou ela delicadamente. Outro item que estava me deixando feliz era notar que a cada dia, Brigit me tratava melhor, o que segundo ela, era uma simples consequência de meus próprios sentimentos. E isso retornava ao incômodo anterior.

- Sim, só estou cansada, muito cansada na realidade - respondi, parando de abraça-la.

- Só isso? - disse ela, colocando o braço em cima de mim.

- Lá vem você de novo... quer me deixar animada para continuarmos? - perguntei com incredulidade.

- Mas é claro, agora fique quieta um pouco - disse ela, começando a esquentar. E o ritual se repetiu, meu corpo formigou, não pude me mexer e alguns minutos depois ela parou e voltei ao normal. E o cansaço desapareceu como se nunca estivesse presente.

- Pronto Alice... agora se quiser, você pode me tocar de novo, de todas as formas e o dia inteiro... você ainda deseja meu corpo, não é verdade? - sussurrou ela de forma manhosa.

Eu odeio admitir, mas a voz dela, apenas a voz, fazia meu coração acelerar, as pernas tremerem e o pior de tudo, me deixava extremamente excitada. Mas neste exato instante, me segurei com todas as minhas forças e falei o que queria falar já há alguns dias.

- Sim... eu desejo muito seu corpo... mas... eu... eu...

- O que foi Alice? Seu corpo me diz que você deseja o meu... ou vai negar e precisarei comprovar isso? - disse ela com um sorriso malicioso enquanto aproxinava sua mão.

- Tá, tem razão... mas espere um minuto, por favor - pedi, afastando a mão dela. Se fosse tocada por um segundo, eu não conseguiria falar e nem pensar em mais nada - Eu preciso perguntar uma coisa, por favor... e depois, eu serei toda sua, o dia todo... por favor.

- Tudo bem Alice. O que você deseja saber? - perguntou ela, um pouco antes de começar a dar mordidinhas no dedo indicador que eu tinha acabado de afastar do meu corpo. Claro que esta cena quase me fez desistir de falar qualquer coisa... eu só pensava em beijos, amassos e no calor dela o tempo todo, mas agora teria que resistir, por mais difícil que fosse.

- Quando você apareceu aqui, disse que se eu quisesse, me contaria a verdade sobre o seu povo, sobre quem você é de verdade... e eu preciso saber... eu... eu confesso meus sentimentos por você... eu nunca senti nada igual... eu preciso saber quem ou o que é você, por favor.

Brigit olhou para mim com um sorriso... diferente... e após alguns segundos, comentou:

- Claro Alice, você tem todo o direito de saber, vou te contar tudo... mas depois, quero morder muitas coisas, não apenas meu dedo.

- S-sim... - respondi, me segurando mais do que nunca... ela era irresistível, sua voz, seu corpo... mas eu precisava saber quem era esta mulher, não, esta coisa pela qual estava loucamente apaixonada.

- A história é muito longa, mas vou tentar resumir ao máximo... tudo começou...

Sim, finalmente eu saberia de tudo e poderia viver plenamente esta loucura que se apossou do meu coração... ou não.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Brasinha, Urtigão e Mickey


Olá

Brasinha 61, de Sapo do Brejo; Urtigão 53 e Mickey 653, dos Esquilos, são as novidades da semana em AGibiteca.

E ainda: Almanaque Disney 247, BD Expresso 117, Tio Patinhas 167 e 187, Garfield perde os Pés, Almanaque do Mickey 10, Moranguinho e sua Turma 10, As Aventuras dos Trapalhões 49, Disney Big 38, Pato Donald Especial (1963), Zé Colméia 04 e A Turma do Zero Extra 07.

Finalizando o post, e  para recordar o fatídico e taciturno 1ª de maio de 1994, Ayrton Senna: A Trajetória de um Mito.
 
Paz e bem.

domingo, 25 de abril de 2021

Após o Horizonte Capítulo VI - Deusa


Após o Horizonte
Capítulo  VI - Deusa


Pronto, não faltava mais nada... além de tudo, agora estou delirando, de tanto querer ouvir a voz da Brigit, pensei ter ouvido ela aqui dentro do meu quar...

- Olá, criança.

Prendi a respiração e travei, pois um delírio auditivo até podia ser, mas dois... com o coração acelerando, virei a cabeça bem devagar para a esquerda da cama, origem do som e a vi, de pé, com a mesma roupa, bem do meu lado... no tempo de uma piscada, enquanto enchia o pulmão de ar para gritar o mais alto possível diante daquela aparição, ela já estava sentada na cama, tampando minha boca.

- Não grite, por favor, não vou te ferir, confie em mim - disse com aquela voz que tanto sonhei em ouvir e na minha boca, estava aquela mão tão macia e quente da qual me lembrava tão bem. Ainda estava assustada e com os olhos arregalados, mas não haviam dúvidas, era a Brigit, a garota que preencheu meus pensamentos nos últimos dez dias.

- Você entendeu? Não grite - pediu novamente. Concordei com a cabeça, o que a fez me soltar imediatamente.

- É você... mesma? - perguntei, pegando em sua mão e alisando-a no rosto.

- Sim.

Não resisti e me joguei pra frente, abraçando-a com força, apesar de que este movimento fez meu corpo todo doer.

- Por que me deixou lá? O que houve comigo? Por que... eu não paro de pensar em você? Como você chegou aqui? - perguntei rapidamente enquanto tentava não chorar.

- Calma criança, vou te explicar tudo... por isso voltei, calma - foi a resposta, retribuindo meu abraço. Mas não me preocupava mais, só o fato de abraça-la, de poder sentir aquele calor novamente já me deixou tão bem, que nada mais importava. E foi assim que ficamos por uns dez minutos, até que meu coração se acalmou.

- Como me achou? - questionei ainda abraçada.

- Eu te disse que toda a troca de energia que tivemos em seu processo de cura, havia nos vinculado. Isso me permite te encontrar em qualquer lugar.

- Vai começar a falar um monte de coisas sem sentido de novo? - perguntei nervosa.

- Não, creio que é melhor demonstrar. Eu sinto... você, seu corpo todo está sofrendo com dor,  vamos resolver isso - foi a resposta, me abraçando mais forte ao mesmo tempo em que ficava mais quente. Não sabia o que estava acontecendo, mas senti aquele mesmo formigamento da praia e não conseguia mais me mexer. Brigit me deitou delicadamente e ficou ao meu lado, com o braço em cima de meu corpo.

- O que está fazendo?

- Quieta! - foi a resposta, que não consegui mais retrucar. E após alguns minutos, Brigit se levantou e sentou-se na cama... e sem entender por qual motivo, também me levantei apenas para notar realmente assustada, que toda a dor havia desaparecido, e em seguida uma lembrança suprimida e ilógica retornou com força total.

- Eu... eu... eu... ti-tinha ra-razão – gaguejei - Eu... me machuquei nas pedras, me arrebentei... mas você me tirou do mar... e me curou... igual agora... eu... tinha razão - falava sem acreditar.

- Sim, você quebrou muitas coisas, o punho, costelas, ombro, dentes e também cortou as pernas, cabeça, costas... foi bem desgastante e demorado curar você.

E minha mente estava alternando entre a incredulidade e a evidência do que tinha acabado de acontecer. Isso foi extremamente assustador, mas o que eu não imaginava era que ainda iria piorar, mas piorar MUITO.

- Falta uma lembrança - disse ela, tocando levemente em minha testa com o dedo indicador, antes que eu pudesse sequer reagir.

E a última lembrança emergiu de uma vez. Lembrei do nosso beijo... lembrei da agonia e desespero de ficar sem ar, lembrei da sensação louca e sufocante. E o mais terrível de tudo, lembrei da satisfação em seus olhos no mesmo instante em que eu morria em seus braços.

Isso foi demais pra minha cabeça... juntar a certeza que esta mulher, não, esta coisa havia me tirado do mar e me curado, apenas para me matar em seguida, fez o pânico tomar conta de meu ser.

- QUEM, NÃO, O QUE É VO-VOCÊ? - perguntei, gritando e saltando da cama, dando em seguida vários passos pra trás.

- Sente-se, não te farei mal, só vim te explicar tudo... por favor, confie em mim.

- Co-confiar? Não acha meio difícil? Agora eu lembro de tudo... você me salvou mas depois tentou me matar... aí acordei na praia sem conseguir me mexer porque você me abandonou lá... e apareceu aqui... e me curou de novo... isso é loucura... não faz sentido... quem é você? O QUE É VOCÊ!? RESPONDA!

- Por favor, não pense que tentei te matar. Eu a avisei que poderia perder o controle e mesmo assim você continuou me provocando. E apenas trocamos energia, muita energia, o que fatalmente sobrecarregou seu corpo. Mas felizmente consegui parar a tempo e me afastar antes que fosse tarde demais, pois eu nunca quis lhe fazer mal.

- Tá... pode ser... m-m-mas... você não respondeu. Q-quem é você? - perguntei, agora tremendo. No meu íntimo, estava rezando para tudo isso ser apenas um sonho, daqueles bem loucos.

- Quem sou realmente, nunca foi relevante aos povos de todos os locais onde já vivi... mas tive inúmeros nomes, dependendo da época.

- Inúmeros n-nomes!? Co-como assim?

- Brigit é apenas um deles, que é como fui chamada na Irlanda, onde os Celtas me veneravam como Brigit da Tríplice Chama... mas no Egito, fui adorada como Isis, a primogênita... entre os Mesopotâmicos, Ishtar, a de muitas amantes, era meu nome... na Grécia, recebi a alcunha de Afrodite, a mais bela de todas... os Vikings me conheciam como Freyja, a mãe dos Vanires... Parvati foi meu nome na Índia, Al-Uzza entre os povos Árabes, no Japão, a que trazia luz... Amaterasu, na China, a suprema Xi Wangmu...

- Vo-você... você... está me dizendo... que é... uma... não, várias... deusas? - a interrompi, tentando continuar me afastando e muito, muito mais assustada agora.

- Não criança, estou apenas dizendo meus nomes... como fui vista e considerada, foi resultado de superstições tolas e intelectos limitados que não podiam conceber outras formas de vida inteligentes e sencientes que não a humana.

- Vo-você... é louca... você... é totalmente louca! - balbuciei, sentindo o medo me dominar. - Sai... SAI DAQUI! ME DEIXA EM PAZ! VAI EMBORA! - gritei, mas sem conseguir mais sair do lugar.

- Calma, criança - disse ela, se levantando da cama que agora estava o mais longe que o quarto permitia.

- NÃO! SAI DAQUI! - gritei, para no segundo seguinte, vê-la parada bem na minha frente, olhando dentro dos meus olhos.

- Se a quisesse morta, você já não estaria respirando. Acalme-se, pois quero te compensar lhe dando um presente, em instantes sua mente visualizará maravilhas que ninguém vê há milhares de anos.

- N-não... por favor, vai embora... me deixa em paz! - implorei, balbuciando. E ela não respondeu, simplesmente colocou as duas mãos na minha cabeça.

- Feche os olhos - foi o que ouvi, e não consegui deixar de obedecer.

- Agora, veja o que eu vi, esvazie sua mente de qualquer dúvida, medo ou superstição, eleve sua consciência - falou ela, enquanto eu não conseguia me mexer, resistir ou falar - Veja o que eu vi... torne-se Eu... veja o que eu vi... torne-se Eu.

E em seguida pude ver... e o que vi era... inacreditável... era como um filme, não, dezenas de filmes, milhares de imagens simultâneas dentro da minha cabeça. Não era possível discernir ou entender nada... era agoniante, mas a voz dela continuava lá...

- Eleve sua consciência. Concentre-se. Olhe para uma imagem de cada vez... torne-se Eu.

E as imagens foram se organizando, entrando em ordem, virando um filme só, um grande longa metragem... onde além das imagens, eu podia, não sei como, entender as palavras e os contextos...

Eu era ela... e estava no templo de Amon-rá sendo venerada, ouvindo o Faraó, o homem mais poderoso da época, me chamando de onipotente... beijando meus pés... eu o desprezava pela forma que tratava seu povo e meus iguais concordavam... e eles eram chamados de Osíris, Anubis, Hórus, Mut, Seth, Thoth... estou vendo as pirâmides sendo construídas, a esfinge, o ritual de mumificação... os hieróglifos sendo criados... até que meu igual, o chamado Anubis... ele... então acabou...

Um flash e eu era ela... no templo de Ártemis sendo venerada como a bela Afrodite, assistindo inúmeras orgias que duravam dias, com centenas de pessoas... tudo para me agradar... e eu sentia cada toque, cada sensação... eu apreciava os Gregos, inteligentes, racionais e ao mesmo tempo, hedonistas... meus iguais aprovavam... eles eram chamados de Zeus, Hera, Apolo, Hades, Hermes, Baco, Poseidon... tudo ia bem até que meu igual... o que recebeu o nome de Ares... ele... então acabou...

Um flash e eu era ela... sentada em um trono de carvalho ao lado de um igual... e os orgulhosos e fortes Vikings ajoelhados, nos venerando, como Odin e Freyja, o pai de todos e a mãe dos Vanires... pedindo conselhos, exibindo espólios de invasões e guerras... sempre os achei selvagens, incultos, mas ao mesmo tempo, orgulhosos... sensações desconhecidas e contraditórias... estava tudo bem até que meu igual, o nomeado de Loki... ele... e acabou...

Eu era ela... na Babilônia, Assíria, Pérsia, Roma, Irlanda, Escócia, Bretanha, Japão, China e muitos outros locais... sendo venerada por dezenas e dezenas de povos, Fenícios, Sumérios, Anglos, Saxões, Mongóis... cada povo, em cada época um nome... mas sempre fui Eu, a mãe, a fertilidade, o amor,  a colheita, o prazer... eu sempre prezei a vida e todas as suas nuances... sim, a vida.

E tudo ficava mais confuso a cada segundo... era muita informação, muita coisa para assimilar... já estava me esquecendo da maioria... mas novas imagens chegavam... os primeiros jogos no templo de Olimpia em sua homenagem, rituais em Stonehenge pedindo por uma boa colheita... as maravilhas que ela e seus iguais induziram os humanos a construir... o Colosso de Rhodes, a Grande Muralha, os Jardins Suspensos, o Farol de Alexandria... tantas coisas novas e maravilhosas... mas só foi bom por um tempo.

Sempre terminava mal... os humanos eram obcecados... tantas guerras, sacrifícios, mortes, traições... eu era ela... incomodada, inconformada... não devemos interferir, o quanto os ajudamos, os destruímos, eles nos querem, nos desejam... e alguns dos meus iguais passaram a gostar do sabor e sensação da agressividade, da guerra, da morte e do sofrimento... algo tinha que ser feito... mais informação, mais, mais... e terminou.

Não imagino quanto tempo passou, mas quando abri os olhos, estava deitada confortavelmente na cama e Brigit estava sorrindo e deitada ao meu lado, alisando minha cabeça com carinho.

- O que houve? - perguntei um pouco tonta.

- Creio que te mostrei demais mas você se esquecerá de quase tudo em breve - foi a resposta, ainda me alisando.

- Você... todas elas eram você... deusas antigas... você esteve em cada panteão, em cada era... você... presenciou tudo... por milhares de anos - falei, começando a alisar seu rosto.

- Sim, desde o começo de sua história eu assisti a ascensão e queda das civilizações de seu povo, mas não sou uma deusa... se ainda quiser saber, contarei quem sou de verdade.

- Sim, quero saber de tudo, mas não agora... agora preciso do seu toque e calor... por favor... eu não parei de pensar em você todo este tempo - respondi me aproximando mais.

- Nestes dias em que estive afastada, utilizei este tempo para me equilibrar e graças a isso, agora não há mais risco, agora sei o quanto de energia e sensação podemos trocar... será totalmente seguro, mas ainda assim, muito mais intenso do que com qualquer ser humano. Mas seja paciente, pois não me recordo de quando deitei com alguém do seu povo pela última vez - disse ela, me olhando nos olhos.

- Brigit, Afrodite, Isis... seja você quem for, eu quero você... seu corpo... eu preciso do seu corpo - conclui, a abraçando e começando a lhe beijar.

E ela retribuiu, seu corpo quente e macio estava ao meu lado, cada vez mais quente... e senti novamente aquele toque único e maravilhoso. E o curioso era que não estava mais assustada ou com medo, sentir o corpo dela me aquecendo. Aparentemente havia me feito esquecer a loucura disso tudo... mesmo ao despir e tocar aquele corpo macio, único de todas as formas, não lembrava nem por um segundo que eu... eu estava na cama ao lado de uma... deusa.


sexta-feira, 23 de abril de 2021

Lançamentos da Semana... Mais um MMMM inédito...

 Prezados,

Com a ajuda do sempre amigo Paulo Marques, mais uma edição da Fantástica Mickey Mouse Mystery Magazine... Vamos a ela:

Mickey Mouse Mystery Magazine - 09 - Run Run Run



A maratona de Anderville, o maior evento esportivo da cidade está para acontecer. Mas para Mickey, isso significa seguir as ordens de um maníaco que colocou diversas bombas em todo o percurso, e que lhe liga e dá uma pequena dica minutos antes de cada explosão.



Mais lançamentos para todos os gostos...




A nova pasta Martin Mystere e novas edições do Tex



E uma nova coleção iniciando na área restrita.

Aproveitem.



segunda-feira, 19 de abril de 2021

Após o Horizonte Capítulo V - Fadiga (E chegamos na metade)


Prezados,

E com este capítulo 05 chegamos exatamente na metade da história da Auditora que só trabalha e da mulher misteriosa encontrada na praia. 

Anteriormente, vimos que Alice tem uma experiência muito estranha por se lembrar de ter se machucado e ao acordar, não estar sentindo nada. E também vimos que um simples beijo se encaminhou para uma tragédia sem explicação.

A partir de segunda que vem, todas as respostas virão... Quem é e quem foi Brigit, o relacionamento que nascerá dessa revelação, a verdadeira origem da ruiva, uma mudança brusca de status e uma decisão que talvez mude a vida de ambas.

Não perca a partir da semana que vem, o "Capítulo VI - Deusa" e os seguintes até sua conclusão no "Capítulo X".

Espero que estejam curtindo a minha primeira tentativa de caminhar  pela Literatura Fantástica, eu sinceramente estou. Acho muito legal todas as "teorias" que recebo sobre os acontecimentos... Cada leitor imagina um cenário diferente que poderia encaminhar a história para algo novo... Acho muito legal incitar a criatividade das pessoas.

Abs

Daniel





Após o Horizonte
Capítulo  V - Fadiga


- Aqui! Aqui! Ela está aqui! Achei!

- Graças a Deus!

- Moça, moça... acorde! Por favor! Moça? Ela não responde.

- Mas será que está bem?

- Parece que está viva... com a mesma roupa de ontem e não está ferida.

- O que a gente faz?

- Chamamos a polícia? Uma ambulância?

- Peraí, ela está mexendo os olhos, está acordando!

- Moça?

Ouvi cada frase que eles falaram... a princípio, parecia longe, mas dava para ouvir perfeitamente... eram três vozes, duas conhecidas... o taxista e o rapaz do restaurante... e uma terceira desconhecida, a que disse ter me achado... e mesmo distantes, ouvir estas vozes me fizeram começar a voltar, só não sabia de onde...

- On... de... es... tou? - balbuciei sem conseguir manter os olhos abertos. Ao notar isso, alguém abriu um guarda-sol e protegeu meu rosto, dizendo:

- Pronto, moça! Pode abrir os olhos.

- Obrigada... o que houve? - perguntei, para ouvir o taxista:

- Você que precisa explicar, garota... voltei ontem as 18:00 hs e te esperei até as 20:00 hs, quando achei que você tinha ido embora de outra forma. Aí hoje de manhã fui perguntar no hotel se iria passear de novo e falaram que você não havia voltado. Fiquei preocupado e vim aqui, falei com o rapaz que te serviu o almoço, que se lembrava que você foi embora logo após comer.

- Sim... e depois... vim andando - respondi, sem lembrar direito de nada.

- Então, o rapaz do restaurante não sabia, mas este outro aqui viu você vindo pra cá... ele me ouviu perguntando e se ofereceu para vir te procurar, junto conosco. O que houve?

- Não... sei - foi minha resposta, enquanto tentava me lembrar - Espere... eu... conheci uma amiga... e vim passear... com ela - Esta foi minha primeira lembrança - Conheci ela... em um banco de concreto há uns... vinte minutos... do restaurante... e vim com ela até aqui... cadê ela? O nome dela... é Brigit... pele clara, ruiva...

Podia ver os três se entreolhando nervosamente, mas não responderam.

- Cadê... minha amiga? - insisti.

Nisso, o rapaz que havia me encontrado, claramente alguém que morava na região, se ajoelhou ao meu lado e disse de forma pausada e um pouco assustada:

- Moça, eu te vi duas vezes ontem e nas duas... você estava sozinha.

- Claro... você me viu... antes de eu conhecer ela - respondi.

- Olha, eu vinha nessa direção e passei por este banco que você disse... eu não esqueci seu rosto pois achei seu comportamento muito estranho... você estava sentada e olhando fixamente para o lado e parecia... que falava sozinha - disse ainda assustado. Achei estranho, pois não fiquei no banco nem um segundo sem a Brigit, mas ele podia não ter reparado nela.

- E qual foi... a segunda vez?

- Quando voltava, cruzei com você, que vinha pra cá... passei do seu lado e seu olhar estava estranho... mas posso jurar que você estava... sozinha - disse ele, se levantando em seguida.

Será que este sujeito era tão desligado que não havia notado uma ruiva branquela bem na minha frente? Não havia outra explicação, mas não queria discutir, então só restava concordar.

- Tá bom, acho que estou confusa... eu estava sozinha, mas agora preciso... voltar para o hotel - falei, aguardando ajuda para se levantar. E somente quando o taxista estendeu o braço para me ajudar que tentei me mexer, apenas para dar um grito bem alto.

- O que foi moça? - perguntou ele assustado.

- Dói demais... ao tentar mexer o braço... uma pontada fortíssima.

E não era só o braço, qualquer movimento, de qualquer parte do meu corpo, só tinha como resultado, uma dor violentíssima. E por mais que tentassem me ajudar, eu não consegui ficar de pé... na realidade, nem sentar... parecia o primeiro dia de academia, onde dói o corpo todo... exponenciado umas cinquenta vezes.

Que maravilha... quarto dia de férias... e estava estatelada na areia, sem conseguir me mexer... aguardando uma ambulância que me levaria para Recife. Mas ainda pensava na Brigit... por que ela tinha ido embora? Minha última lembrança sobre a noite passada era o momento em que comecei a beijá-la... e este cara ainda vem falar que eu estava sozinha, que sem noção!

E após várias horas, chegou um grupo de paramédicos, que me amarraram em uma maca, protegeram o pescoço e me carregaram para a ambulância... e após outras horas, dava entrada no hospital do Recife que meu convênio cobria.

O mais legal foi que após realizar uma bateria de exames, virei "atração turística" daqueles médicos... nenhum deles sabia o que eu tinha ou por que sentia tanta dor ao me mexer. Não havia qualquer fratura, os reflexos estavam em ordem, sinais vitais normais, exame de sangue perfeito... até uma tomografia foi feita e nada. Mas meu corpo todo continuava doendo pra cacete ao menor movimento...

Até que no terceiro dia internada sem qualquer mudança, um ortopedista que trabalhava com atletas teve a ideia de pedir um exame de sangue que mediria uma coisa chamada "Lactato", que confirmou o que ele havia deduzido.

- Senhorita Alice, seu nível de lactato está muito alto. Você está sofrendo de hiperlactetemia, uma condição associada a atletas de esportes extremos, mas sinceramente, não imagino que seja seu caso - disse, com o resultado nas mãos.

- O que significa isso? - perguntei assustada.

- Você está com fadiga muscular extrema, na verdade, no corpo todo e de uma forma que nunca vi... e... não acho que a senhorita correu uma maratona estes dias, não é?

- Não... - respondi sem entender.

- Vamos tratá-la, depois descobrimos a causa. Creio que você ficará boa em alguns dias - disse com um sorriso.

- Obrigada.

Bom, ele estava certo e no dia seguinte comecei a mexer os dedos... e mais três dias para mexer os braços e pernas com uma "dor tolerável". Ainda doía, mas estava diminuindo pouco a pouco.

E a cada dia que passava, lembrava mais um pouco de tudo que conversei com a Brigit... ela falava que eu corria perigo caso perdesse o controle... mas também lembrava do calor inexplicável de seu corpo... e do seu toque macio e sedoso... e que tinha me machucado nas pedras, mas não havia dor... e que ela me abraçava... e que a beijei... e que o cara disse que não viu ninguém... e que ela foi embora, me deixando sozinha e caída na areia... e eu a beijei... eu não estou louca, eu senti os lábios dela... não foi um sonho...

Resumindo tudo, voltei para o hotel no 13° dia das férias... ainda tinha uma semana de "descanso", mas havia uma série de restrições físicas, vários remédios para tomar, vários exames para fazer quando voltasse para casa... no fim, fiquei internada com uma baita dor no corpo todo, quase dez dias... isso sim que eram férias...

O ortopedista que descobriu o problema me visitava todo dia, sempre com perguntas diferentes, até que perdi a paciência e ele confessou. A princípio era impossível o meu nível de lactato ter subido tanto por simples atividade física, considerando que sou sedentária... eu teria desmaiado muito antes, então ele cogitava alguma síndrome rara e desconhecida  (por isso o interesse).

Na verdade o espertinho queria a fama da descoberta e só me deixou em paz, quando peguei seu telefone e e-mail e prometi avisa-lo caso descobrisse algo.

Mas mesmo após todo o tratamento, ainda sentia dor ao caminhar, câimbras e tinha muita dificuldade para levantar da cama... minha nuca também doía bastante, mal conseguia virar a cabeça... mas no fim, o que mais doía era a impossibilidade de visitar alguma praia ou passear e sinceramente... eu queria voltar para Maracuípe... precisava ver a Brigit novamente para tentar entender tudo que aconteceu, principalmente o motivo dela ter me abandonado... estava fechada no quarto, enlouquecendo com meus pensamentos... não queria nem saber do trabalho ou do inevitável retorno para casa... cheguei a chorar por um tempo, sentindo-me completamente impotente.

Já haviam se passado algumas horas desde a minha chegada e na recepção, expliquei e pedi para me servirem as refeições no quarto, o que fizeram com muita boa vontade... meu jantar chegara há alguns minutos, mas comi pouco... continuava pensando naquela esquisita, maluca e linda ruivinha... só podia ser um  castigo por já ter desprezado tanta gente... droga... ela me desprezou, ignorou, foi grossa... era arrogante... droga... mas me salvou quando caí no mar e era tão... quente... tão linda... eu lembro do toque dos seus lábios... droga, droga, droga!

Acabei por me sentar na cama, apoiando as costas na cabeceira... nesta posição, chorei por mais um tempo, até que as lágrimas secaram... mas o que podia fazer? Não conseguia parar de querer tocar nela, sentir seu calor... foi só um beijo... mas precisava de mais, muito mais... eu daria tudo para ouvir a voz dela... queria tanto ouvir aquela vo...

- Olá, criança.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Pato Donald Especial

Olá!

Destaque da semana para:
  • Brasinha (Vecchi) e Recruta Zero (RGE e Globo), as primeiras colaborações de Sapo do Brejo;
  • As Melhores Piadas com as As Crianças; e Pato Donald Especial 01, dos Esquilos.
E ainda: Almanaque do Zé Carioca 21, Disney Super Especial 18, Frajola e Piu-Piu 06, Mickey 473, Mister Magoo 04, Lelo 06, Patota 26, Tio Patinhas 579, Disney Big 33, Donald Através dos Séculos 03, Almanaque Disney 250, Disney Especial Reedição 21, Graphic Novels Marvel Clássicos 21, Garfield em Peso, O Pica-Pau 83 e Almanaque do Pererê 01.
Boa diversão

A Gibiteca




sexta-feira, 9 de abril de 2021